Ataques de Israel deixam pelo menos 15 palestinos feridos em Gaza

Contra-ataque foi uma resposta contra duas bombas lançadas do território palestino para o israelense

Efe,

26 Maio 2010 | 03h59

GAZA - Pelo menos 15 palestinos ficaram levemente feridos na madrugada desta quarta-feira em dois ataques, um no norte e outro no sul de Gaza, efetuados por aparelhos da aviação militar israelense, segundo testemunhas e fontes de serviços de saúde da faixa.

Os ataques foram feitos em resposta ao lançamento de duas bombas do território palestino contra Israel na tarde de terça, segundo fontes militares israelenses.

As testemunhas disseram ter visto caças-bombardeiros F-16 sobrevoarem e dispararem contra o norte e o sul do território.

As fontes garantiram ter escutado quatro disparos consecutivos sobre uma zona onde se encontra o aeroporto de Gaza (desativado) e outros dois sobre um campo de treinamento do braço armado do grupo islamita Hamas, as Brigadas de Ezedin al-Qassam, na localidade de Beit Hanoun, na parte norte do território.

De acordo com fontes médicas em Gaza, território governado pelo Hamas, entre os feridos há civis e oficiais de Polícia, e todos foram vítimas do ataque contra o campo de treinamento do movimento islamita no norte da faixa, enquanto o bombardeio ao sul não deixou feridos.

Um porta-voz militar israelense confirmou à agência Efe que os ataques tiveram como alvo túneis situados perto das fronteiras norte e sul da faixa, utilizadas para realizar ataques contra Israel e infiltrações em seu território.

O porta-voz destacou que, na última semana, quatro bombas e foguetes foram disparados contra solo israelense desde a faixa e reiterou que o Exército garante que o Hamas é o responsável pelos ataques.

O aeroporto do sul de Gaza está desativado desde o início da Intifada de Al-Aqsa, em 2000, quando as instalações foram destruídas por Israel.

Construído pela Autoridade Nacional Palestina (ANP) com o apoio de vários países doadores, a leste da cidade de Rafah, o aeroporto foi inaugurado em 1998 pelo então presidente americano, Bill Clinton, e seu colega e histórico líder palestino Ysser Arafat.

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