Ataques de Israel e palestinos aumentam tensão em Gaza

Forças militares israelenses realizaram ataques aéreos contra a Faixa de Gaza em resposta a uma ofensiva com foguetes 

O Estado de S. Paulo

03 Julho 2014 | 12h19

JERUSALÉM - A tensão entre israelenses e palestinos continua aumentando após ataques aéreos israelenses feriram 15 pessoas na Faixa de Gaza nesta quinta-feira, 3, em resposta a foguetes que teriam sido disparados contra Israel.

Palestinos realizaram protestos na quarta-feira 2 após a descoberta do corpo de um adolescente palestino de 16 anos em Jerusalém. O garoto pode ter sido morto por vingança, após a morte de três adolescentes israelenses.

Os ataques aéreos israelenses desta quinta atingiram pelo menos três instalações de treinamento do Hamas em Gaza, disse uma fonte do grupo islâmico.

Forças militares de Israel justificaram o ataque dizendo que 14 projéteis tinham sido disparados contra o país vindos da Faixa de Gaza e que foguetes haviam atingido duas casas na cidade de Sderot, sul do país, sem deixar vítimas.

A chefe de direitos humanos da Organização das Nações Unidas, Navi Pillay, condenou tanto palestinos quando israelenses nesta quinta pelos atos de violência na fronteira de Gaza e pela morte do adolescente palestino. "Do ponto de vista de direitos humanos, eu condeno esses ataques com foguetes e, especialmente, condeno os atos excessivos de retaliação de Israel."

O gabinete de segurança de Israel se reuniu novamente na noite de quarta para considerar opções militares em resposta aos disparos de foguetes da Faixa de Gaza nas últimas semanas, mas não houve posicionamento oficial sobre qualquer decisão tomada. Alguns ministros pedem que haja forte retaliação.  

O palestino Mohamed Abu Khudair foi visto vivo pela última vez sendo empurrado para dentro de um carro na quarta perto de sua casa em Shuafat, Jerusalém, um dia após o enterro dos três adolescentes israelenses sequestrados em 12 de junho.

Não foi estabelecido um horário para o enterro de Khudair para evitar mais protestos de palestinos. A família dele disse que a polícia lhe informou que o corpo seria liberado na sexta-feira.

Uma porta-voz policial não quis dar detalhes da investigação, dizendo apenas que o exame forense estava em andamento.

O presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, que acusou israelenses pela morte de Khudair, falou por telefone com o pai do jovem nesta quinta. O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, disse em comunicado na quarta que a morte do rapaz foi um "repugnante assassinato" e pediu que nenhum dos lados faça justiça com as próprias mãos. / REUTERS

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