Ataques de Israel matam pelo menos dez palestinos

A aviação israelense voltou a atacar hoje o campo de refugiados de Jebaliya, na Faixa de Gaza, causando a morte de pelo menos dez palestinos e elevando a 50 o número de mortos desde o início da ofensiva, na quarta-feira. O ataque deu continuidade a uma das mais intensas e sangrentas operações militares desde o início da intifada (revolta palestina), há quatro anos. A ofensiva, que o Exército de Israel chama de Operação Dias de Penitência, foi lançada em retaliação a um ataque de rebeldes palestinos com foguetes contra a cidade de Sderot, no qual morreram duas crianças israelenses, de 2 e 4 anos. Confinado em seu quartel-general de Ramallah, na Cisjordânia, o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, qualificou a ofensiva israelense no norte da Faixa de Gaza como "um crime abominável e desumano". A ANP decretou estado de exceção nos territórios palestinos. "Conclamamos o mundo inteiro a atuar imediatamente para pôr fim a esse crime racista", destacou Arafat. Enquanto isso, o grupo islâmico Hamas avisou em Gaza que Israel não deve esperar apenas mais foguetes. Na primeira entrevista coletiva da história do grupo, líderes prometeram buscar armas de alcance mais longo para atingir outros pontos do Estado judeu.

Agencia Estado,

02 Outubro 2004 | 16h50

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.