Ataques de Israel matam um soldado e ferem sete na Síria

Aviões de guerra israelenses realizaram uma série de ataques aéreos a postos militares na Síria nesta quarta-feira, matando um soldado e ferindo sete. Os ataques ocorreram em retaliação a um atentado a bomba na beira de uma estrada um dia antes nas Colinas de Golã, que feriu quatro soldados israelenses que patrulhavam a fronteira com a Síria.

AE, Agência Estado

19 de março de 2014 | 13h53

Não se sabe qual dos grupos que luta na Síria pode ter plantado a bomba da terça-feira. Mas Israel disse que responsabiliza o presidente Bashar Assad por qualquer ataque planejado no país e acusou as forças de segurança da Síria de permitir a agressão.

"Nossa política é clara. Prejudicamos quem nos prejudica", disse o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu. O ministro da Defesa do país, Moshe Yaalon, afirmou que Assad iria "se arrepender de suas ações" se os ataques continuarem. As Forças Armadas israelenses informaram que seus aviões de guerra atingiram uma instalação de treinamento e um quartel do Exército sírio e baterias de artilharia. Israel também promoveu ataques de artilharia contra alvos militares sírios logo após o ataque a bomba de terça-feira.

Segundo as Forças Armadas sírias, os ataques ocorridos na manhã de hoje tinham como alvo três postos do Exército próximos à cidade de Quneitra, no limite da parte ocupada por Israel em Golã. Os militares confirmaram a morte de um soldado e relataram que outros sete ficaram feridos. O Exército sírio denunciou os ataques como uma tentativa "desesperada" de Israel de "intensificar e piorar a situação" e de desviar a atenção dos avanços do governo no fronte de batalha, especialmente a captura por parte dos militares na semana passada de um reduto rebelde importante perto da fronteira com o Líbano.

"A repetição desses atos hostis (ataques aéreos) colocaria em risco a segurança e a estabilidade da região", disse um comunicado militar sírio, acrescentando que uma escalada da violência abriria possibilidades de resposta. Fonte: Associated Press.

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