Ataques do Al-Shabab deixam ao menos 7 mortos na Somália

Ataques do Al-Shabab deixam ao menos 7 mortos na Somália

Segundo Agência Nacional de Inteligência e Segurança do país, parte da ação terrorista aconteceu no Hotel Wehelie, quando se encerrava o jejum diário do Ramadã

O Estado de S. Paulo

10 de julho de 2015 | 16h40

MOGADÍSCIO - Ao menos sete pessoas morreram nesta sexta-feira, 10, em novos ataques realizados por militantes do grupo terrorista Al-Shabab contra dois hotéis em Mogadíscio, capital da Somália, segundo a Agência Nacional de Inteligência e Segurança do país (NISA, sigla em inglês) e fontes policiais.

"A tentativa de ataque contra o Hotel Wehelie foi frustrada. A situação está sob controle", garantiu a NISA em seu perfil no Twitter. Fontes policiais confirmaram a morte de sete pessoas, mas os agentes não descartam que ele possa aumentar.

Além do atentado ao Wehelie, outro hotel da capital somali foi alvo dos terroristas, assim como a base conhecida como Amisom, a missão da União Africana no país.

A NISA atribuiu os ataques ao grupo Al-Shabab, que intensificou sua campanha de terror durante o Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos. 

No Wehelie, recinto popular entre a classe política da Somália, aconteceram duas grandes explosões pouco depois das 18h locais (12h de Brasília), quando se encerrava o jejum diário do Ramadã. Em seguida, um grupo de homens armados entrou no edifício. 

A segunda ação terrorista foi no Hotel Siyad, próximo ao palácio presidencial, conhecido como Vila Somália. Em Amisom, os teroristas fizeram vários disparos de morteiros.

A NISA informou que as forças somalis também encerraram o ataque contra o Siyad e acrescentou que as únicas vítimas estão entre os jihadistas. 

O porta-voz do Al-Shabab, Abu Muscab, reivindicou a autoria do ataque ao afirmar que os "mujahedins (guerreiros santos) entraram ao mesmo tempo nos hotéis Wehelie e Siyad e mataram um grande número de policiais e políticos". No entanto, esta informação ainda não foi confirmada por fontes oficiais.

O grupo terrorista Al-Shabab, que aderiu formalmente à Al Qaeda em 2012, luta para instaurar um Estado islâmico radical na Somália. / EFE

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