Wai Moe/AFP photo
Wai Moe/AFP photo

Ataques de militantes muçulmanos a postos policiais deixam mais de 30 mortos em Myanmar

Agentes e agressores estão entre os mortos; conflito envolve budistas e minoria muçulmana rohingya

Associated Press; EFE, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2017 | 04h27
Atualizado 25 Agosto 2017 | 05h59

YANGON, Myanmar - Ao menos 32 pessoas morreram em ataques de militantes muçulmanos contra forças de segurança de Myanmar, no norte da Ásia, nesta sexta-feira, 25. Conforme as autoridades, os rebeldes usaram armas e facões para atacar policiais em Rakhine, uma região turbulenta do oeste do país.

Oito agentes policiais e um oficial de imigração estão entre os mortos, além de 16 dos agressores, segundo o governo. O número total de vítimas ainda está sendo calculado. A polícia local informou que ataques simultâneos ocorreram em pelo menos 26 postos avançados. O governo eleveou de 150 para mil o número de rebeldes que se envoloveram no ataque, que aconteceu perto da fronteira com Bangladesh. 

O Exército de Salvação Rohinyá de Arakan (ARSA), associado a outra ação militar ekm 2016, reivindicaram o ataque desta sexta-feira.  Em nota no Twitter, eles afirmaram que  a ação é legítima eu foi organizada para defender e liberar o povo Rohinyá, não reconhecido pelas autoridades locais.

Os ataques começaram horas depois de uma comissão liderada pelo ex-secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Kofi Annan, recomendar que o governo melhorasse o desenvolvimento econômico e a justiça social no Estado de Rakhine para resolver a violência entre budistas e a minoria muçulmana rohingya. 

Os conflitos se intensificaram em 2012. Desde então, ao menos 160 pessoas morreram e 120 mil ficaram confinados em 67 acampamentos. / AP e EFE

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