Ataques de mísseis dos EUA matam 15 no Paquistão

Mísseis disparados por aviões norte-americanos não tripulados mataram hoje 11 pessoas na região árida do Paquistão. Mais tarde, outro ataque com mísseis matou pelo menos quatro pessoas na região tribal do noroeste do país, marcando o 11º ataque na região fronteiriça em 11 dias.

AE, Agência Estado

14 de setembro de 2010 | 12h55

Funcionários paquistaneses disseram que no primeiro ataque quatro mísseis atingiram um complexo de militantes numa vila do distrito de Shawal, no Waziristão do Norte, onde combatentes da Al-Qaeda e do Taleban estabeleceram fortalezas localizadas em territórios além do controle do governo.

O segundo ataque atingiu a vila de Qutabkhel, um subúrbio ao sul de Miranshah, a principal cidade da região tribal do Waziristão do Norte. "Um avião norte-americano não tripulado disparou dois mísseis contra um veículo que levava militantes para fora de Miranshah", declarou um graduado funcionário paquistanês à agência France Presse. "Pelo menos quatro militantes morreram", acrescentou.

O primeiro ataque foi confirmado por um funcionário regional paquistanês, em condição de anonimato, e o segundo por outro funcionário da inteligência da região de Peshawar. Enquanto o Paquistão luta contra os efeitos das enchentes devastadoras que atingiram 21 milhões de pessoas e provocaram o pior desastre humanitário do país, a violência de grupos islâmicos aumentou nas últimas semanas com a realização de uma série de ataques com bombas.

Na semana passada, o Taleban ameaçou realizar mais ataques suicidas contra as forças de segurança paquistanesas para vingar os ataques aéreos norte-americanos, que se tornaram uma tática importante de Washington na luta contra a insurgência no vizinho Afeganistão. Desde julho de 2007, a campanha de ataques militantes matou mais de 3,700 pessoas e piorou a situação de estabilidade no Paquistão. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
ataquemísseisEUAmortePaquistão

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.