Ataques de rebeldes islâmicos no sul da Tailândia deixam 17 feridos

Insurgentes denunciam a política de assimilação cultural e exigem a criação de um Estado islâmico independente

Efe

20 de fevereiro de 2011 | 05h46

BANGCOC - Pelo menos 17 pessoas ficaram feridas em dois ataques de supostos rebeldes no sul da Tailândia, onde mais de 4.300 pessoas morreram desde que a guerrilha separatista islâmica retomou a luta armada em janeiro de 2004, informaram fonte policiais.

O primeiro ataque aconteceu na tarde de sábado, 19, quando um homem disparou contra duas mulheres em um karaokê, enquanto outras 15 pessoas foram feridas por um carro-bomba que explodiu mais tarde em um local de massagem em Narathiwat.

Cerca de 80% dos 2 milhões de pessoas das províncias sulinas de Yala, Pattani e Narathiwat são muçulmanos, enquanto 300.000 budistas abandonaram a região desde 2004.

Os ataques com armas leves, assassinatos e atentados com bomba se sucedem no sul da Tailândia, apesar do desdobramento de 31.000 membros das forças de segurança e a declaração do estado de exceção.

A Tailândia anexou em 1902 as províncias de Pattani, Yala e Narathiwat, que formavam o antigo sultanato de Pattani e onde a maioria da população é de etnia malaia.

Os insurgentes denunciam a política de assimilação cultural budista do governo tailandês e exigem a criação de um Estado islâmico independente.

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