Ataques de separatistas matam ao menos 23 soldados ucranianos

Nas últimas 24 horas, outros 93 militares ficaram feridos; presidente Poroshenko diz que punirá os responsáveis 

O Estado de S. Paulo

11 Julho 2014 | 15h12

KIEV - Ataques de separatistas pró-Rússia nas últimas 24 horas deixaram pelo menos 23 soldados ucranianos mortos e 93 feridos. Nesta sexta-feira, 11, um ataque com mísseis Grad contra um posto ucraniano na fronteira entre os dois países matou 19 soldados, disse uma autoridade do Ministério do Interior.

Os separatistas assumiram a autoria do ataque, realizado em Zelenopillya, em Luhansk. Esse pode ter sido o pior ataque dos rebeldes contra forças do governo desde que os militares ucranianos encerraram o cessar-fogo unilateral em 30 de junho.

Os separatistas pró-Rússia lançaram seu ataque por volta das 5 horas (horário local) contra o posto de Zelenopillya. "Não está descartado um número maior de vítimas porque essa escória sedenta de sangue desprezivelmente disparou Grads (mísseis) e há destruição", disse a jornalistas Zoryan Shkyryak, um conselheiro do ministro do Interior, Arseny Avakov. "Acho que uma resposta não deverá demorar para surgir depois desse sangrento ato terrorista", acrescentou.

O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, prometeu encontrar e punir os responsáveis pela morte dos soldados. "Por cada vida de nossos militares, os guerrilheiros pagarão com dezenas e centenas dos seus. Nenhum terrorista escapará da punição e receberá o que merece."

De acordo com informações divulgadas quinta-feira 10 pelo Ministério da Saúde da Ucrânia, os três meses de conflito no leste do país causaram a morte de 478 civis, entre eles 30 mulheres e sete crianças. /EFE e REUTERS

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