Ataques deixam 13 mortos no Paquistão

Treze pessoas foram mortas nesta quarta-feira no Paquistão. Homens armados abriram fogo contra policiais que escoltavam um ciclista espanhol por uma volátil província do país, matando seis oficiais. No noroeste, a explosão de uma bomba, cujo alvo era um grupo de pessoas que trabalha na vacinação contra a poliomielite, deixou sete mortos.

Agência Estado

22 de janeiro de 2014 | 10h41

Os dois ataques, em diferentes partes do país, são o último exemplo do aumento da violência no Paquistão e fazem muitos se perguntarem se o governo tem um plano para combater o problema do extremismo militante no país.

Militantes radicais sunitas têm intensificado os ataques contra membros da minoria xiita nos últimos anos e a violência tem sido especialmente ruim na província do Baluquistão, sudoeste paquistanês.

Nesta quarta-feira, homens armados abriram fogo contra um grupo de policiais que escoltava um ciclista espanhol no Baluquistão, matando seis policiais e ferindo o ciclista, cujo nome não foi divulgado. O ataque aconteceu no distrito de Mastung, informou o policial Mohammad Ibrahim, acrescentando que nove oficiais também ficaram feridos.

Ninguém assumiu a responsabilidade pelo ataque, mas Ibrahim disse suspeitar de um grupo que atacou na terça-feira um grupo de peregrinos xiitas que voltavam no Irã.

No noroeste do país, onde militantes islâmicos têm continuamente atacados trabalhadores da área da saúde que realizam a vacinação contra a pólio, uma bomba colocada numa bicicleta explodiu perto de uma patrulha policial que ia se encontrar com um grupo de vacinadores. Seis policiais morreram, além de um menino que estava nas proximidades, informou o oficial Shafiullah Khan.

A explosão aconteceu no distrito de Charsadda, nas proximidades da capital da província de Peshawar. Onze pessoas ficaram feridas, quatro das quais são policias, disse Khan.

Trata-se do segundo ataque desse tipo em 24 horas. Na terça-feira, homens armados mataram três trabalhadores da área da saúde num ataque contra um grupo de vacinadores em Karachi, cidade portuária do sul do país.

O Paquistão, um dos únicos três países do mundo onde o vírus da pólio ainda é endêmico, tem registrado sérios ataques contra grupos de vacinadores.

Os militantes de opõem à vacinação contra a poliomielite e consideram tais campanhas como uma forma de encobrir a espionagem contra o Paquistão, além de um meio de supostamente tornar as crianças do país estéreis.

As campanhas de vacinação também são vistas com suspeita por muitos paquistaneses depois da falsa ação nesse sentido que foi usada pela CIA para capturar Osama bin Laden. Fonte: Associated Press.

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