Ataques deixam ao menos 20 mortos na Síria

Exército recebeu reforço em Homs, mas não há evidências de envolvimento das forças de segurança

Associated Press

02 de novembro de 2011 | 15h28

BEIRUTE - No dia em que o governo da Síria aceitou a proposta da Liga Árabe para colocar um fim aos sete meses de violência no país, ativistas reportaram que ao menos 20 pessoas morreram em dois violentos ataques na cidade de Homs, um dos principais focos de protesto da revolta. Não ficou claro quem era o responsável pelo ataques.

 

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As duas maiores organizações ativistas do país reportaram os ataques. Segundo uma delas, trataram-se de verdadeiras execuções, já que foram encontrados corpos decapitados e pessoas baleadas na cabeça e com as mãos atadas nas costas. O Observatório Sírio para os Direitos Humanos e os Comitês Locais de Coordenação disseram o que ocorreu foi um "massacre".

 

Os ativistas Majd Amer e Mohammad Saleh afirmaram que homens armados atacaram um ônibus, matando nove passageiros. Os matadores pararam o veículo, libertaram as mulheres e as crianças e então executaram os outros. Além disso, um segundo grupo de 11 pessoas foi morto na fábrica onde trabalhavam.

 

Os ativistas disseram que o Exército ganhou reforços nas ruas de Homs na quarta-feira. Disparos e explosões podiam ser ouvidos em várias partes da cidade e testemunhas disseram que a maioria das pessoas manteve-se dentro de casa por causa da violência.

 

De acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU) mais de 3 mil pessoas já morreram na repressão. Desertores do Exército começaram a se organizar e iniciaram lutas contra as forças de segurança do presidente Bashar Assad. Damasco, por sua vez, afirma que mais de mil agentes foram mortos e culpa "grupos armados e terroristas" pelos protestos e pela violência.

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