Firas Makdesi/REUTERS
Firas Makdesi/REUTERS

Ataques distintos deixam ao menos 5 civis e 14 militares mortos na Síria

Ataques que atingiram Exército sírio e grupos rebeldes marcam um dos dias mais sangrentos no país desde 2017

Redação, O Estado de S.Paulo

20 de outubro de 2021 | 05h34

DAMASCO - Ao menos 14 militares sírios morreram após uma explosão de duas bombas em Damasco, capital da Síria, nesta quarta-feira, 20, segundo a rede de TV estatal do país. Pouco tempo depois, um bombardeio executado pelo Exército deixou ao menos oito mortos em uma província controlada por grupos contrários ao regime de Bashar Al Assad, sendo cinco civis.

O atentado contra o Exército sírio aconteceu quando um ônibus que levava os militares cruzava a ponte Hafez al-Assad, localizada na área central da capital síria. A TV local informou que as bombas estavam localizadas na rua, mas um oficial afirmou depois que os dispositivos estavam conectados ao veículo. Uma terceira bomba foi desarmada por peritos. A suspeita dos oficiais é que o ataque tenha sido executado por núcleos do Estado Islâmico (EI) que ainda operam na região. 

O ataque foi considerado como um dos mais mortais do tipo no país desde 2017, quando um atentado reivindicado pelo EI deixou cerca de 30 mortos em Damasco. Explosões como essa se tornaram mais raras após forças leais ao presidente Bashar al-Assad tomarem áreas da cidade dos grupos rebeldes. Com apoio de aliados da Rússia e do Irã, hoje o Exército controla a maior parte do país. 

No mesmo dia, o exército sírio bombardeou uma área residencial na cidade de Ariha, no noroeste do país. Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, além dos cinco civis que morreram, outras 26 pessoas ficaram feridas. O bombardeio aconteceu próximo ao horário em que crianças iam às escolas. 

O município fica localizado na província de Idlib, um dos principais pontos de concentração de forças contrárias à Assad. A região concentra grupos rebeldes vencidos em outras partes do país e hoje está dominada principalmente por grupos jihadistas provenientes do braço da antiga Al-Qaeda síria. 

A guerra na Síria já completa dez anos e deixou mais de 400 mil mortos e 5 milhões de refugiados. / AFP, AP e REUTERS

 

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