Ataques do Exército paquistanês matam 40 militantes

O Exército do Paquistão lançou ataques aéreos contra cinco esconderijos de militantes numa região tribal perto da fronteira com o Afeganistão nesta quarta-feira, matando 40 supostos combatentes. A ação faz parte de uma grande operação iniciada nos últimos meses no país.

Estadão Conteúdo

17 de setembro de 2014 | 10h34

Em comunicado, o Exército disse que ataques aéreos "precisos" foram realizados em Datta Khel, um reduto do Taleban no Waziristão do Norte, onde o Paquistão lançou uma ofensiva em 15 de junho. A região abriga, há tempos, militantes locais e estrangeiros que realizam ataques no Paquistão e contra forças da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) no Afeganistão.

Os militares disseram também que destruíram depósitos de munição e que entre os mortos havia "estrangeiros". Não foram divulgados detalhes sobre a identidade e nacionalidade dos mortos nos ataques, mas autoridades paquistanesas geralmente usam o termo "militantes estrangeiros" para se referir a árabes, usbeques e integrantes da Al-Qaeda. Desde o lançamento da operação, o Exército matou mais de 1.000 militantes locais e estrangeiros, e perdeu mais de 80 soldados.

O Paquistão é um importante aliado dos Estados Unidos, mas o país também abriga o Taleban paquistanês e a Al-Qaeda, que usam há anos o Waziristão do Norte como base para realizar ataques no vizinho Afeganistão.

O Taleban paquistanês é uma rede indefinida de grupos militantes locais que querem derrubar o governo do país para instituir sua dura versão da lei islâmica. O grupo matou milhares de civis e integrantes das forças de segurança durante sua campanha de bombardeios, disparos e outros tipos de ataques, há mais de uma década.

Após chegar ao pode no ano passado, o primeiro-ministro Nawaz Sharif tentou resolver a questão por meio de negociações. Mas depois de militantes usbeques - com o apoio do Taleban paquistanês - terem atacado o principal aeroporto do país, na cidade portuária de Karachi, e matado 26 pessoas, o premiê aprovou a operação militar. Os dez homens que participaram do ataque foram mortos durante um cerco que durou horas e chocou os paquistaneses.

Desde então, os principais líderes militantes e seus combatentes estão em fuga. O poderoso general Raheel Sharif afirmou que as forças de segurança do país vão rastrear e matar os militantes até mesmo nas áreas mais remotas. O Exército disse que removeu os militantes de quase todas as principais cidades de vilas e que cerca de 80% do Waziristão do Norte estão sob seu controle.

A operação desalojou mais de 800 mil moradores que atualmente vivem com parentes ou em campos de refugiados que ficam a quilômetros de suas casas. Fonte: Associated Press.

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