Ataques e bombas deixam pelo menos 8 mortos na Síria

Forças do governo sírio entraram em confronto com desertores do Exército e invadiram bairros rebeldes na região central da Síria nesta quarta-feira, disparando morteiros e enviando francoatiradores. Pelo menos oito pessoas morreram, dentre elas uma mãe e seu filho de 5 anos, informaram ativistas. Já a agência estatal de notícias da Síria, a Sana, afirma que um padre grego ortodoxo, Basílios Nassar, foi morto "enquanto prestava socorro a um homem ferido" no bairro de Jarajmeh, subúrbio da cidade de Hama. A Sana também afirma que "grupos terroristas" mataram um homem de 96 anos e sua esposa, também idosa, na província de Idlib, no norte do país. Entre os mortos nesta quarta-feira está o chefe do Crescente Vermelho em Idlib, Abdulrazak Jbero.

AE, Agência Estado

25 de janeiro de 2012 | 18h47

A pressão para encerrar os dez meses de derramamento de sangue na Síria produziram poucos resultados até agora. Países do Golfo Pérsico, liderados pela Arábia Saudita retiraram a missão de observadores da Liga Árabe do país e pediram ao Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que intervenha. Mas uma ação decisiva da ONU é improvável, já que a Rússia, forte aliado da Síria, se opõe a medidas como sanções contra Damasco.

Embora a Síria tenha aprovado a extensão da presença dos observadores por mais um mês, o ministro de Relações Exteriores do país, Walid al-Moallem, assinalou que a repressão contra os manifestantes vai continuar e afirmou que a Síria vai resolver seus próprios problemas.

Segundo os Comitês de Coordenação Locais, grupo que agrega vários grupos ativistas e membros da oposição, um ataque militar a Hama teve início na noite de terça-feira. Bombas foram lançadas em vários bairros ao redor da região de Bab Qebli, em Hama.

"Foi impossível resgatar os feridos por causa do ataque arbitrário", disse o grupo em comunicado. Duas pessoas foram mortas por francoatiradores, segundo o CCL e outro grupo opositor, o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, sediado em Londres.

Na cidade de Qusair, perto de Homs, região central do país, uma mulher e seu filho de 5 anos foram mortos quando uma bomba atingiu sua casa durante confrontos entre tropas do governo e homens armados que, acredita-se, sejam militares desertores. Outras três pessoas foram mortas durante ataques a subúrbios de Damasco.

As informações são da Associated Press.

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