Ataques em Bagdá matam pelo menos 57 no Iraque

Uma onda de ataques com bombas em Bagdá matou pelo menos 57 pessoas nesta quinta-feira, informou um porta-voz do Ministério da Saúde. O Iraque enfrenta uma crise política, com seu vice-presidente acusado de comandar esquadrões da morte e o primeiro-ministro advertindo que poderia romper um acordo para a divisão do poder.

AE, Agência Estado

22 de dezembro de 2011 | 08h20

Um porta-voz do ministério, Ziad Tariq, disse que 57 pessoas foram mortas e 176 ficaram feridas, em 10 ataques pela capital do país. Um porta-voz do setor de segurança de Bagdá, general Qassim Atta, disse que ocorreram dezenas de ataques.

Os ataques, os mais mortíferos em mais de quatro meses, coincidiram em grande parte com a hora do rush da manhã. As forças de segurança isolaram as áreas atingidas. As explosões ocorreram nos distritos de Allawi, Bab al-Muatham e Karrada, no centro da capital, em Adhamiyah, Shuala e Shaab, no norte, Jadriyah, no leste, Ghazaliyah, no oeste, e Al-Amil e Dura, no sul, disseram funcionários.

A violência ocorre no momento em que políticos iraquianos divergem sobre um mandado de prisão contra o vice-presidente Tareq al-Hashemi. O primeiro-ministro Nouri al-Maliki exigiu que autoridades curdas entreguem o líder sunita, que tem ficado na região autônoma curda. Hashemi afirma ser inocente.

Maliki também pediu que seu vice sunita, Saleh al-Mutlak, que pertence ao mesmo bloco Iraqiya de Hashemi, seja retirado do cargo, após o vice dizer que o governo liderado por xiitas é "uma ditadura". O Iraqiya tem boicotado o Parlamento e o gabinete. Maliki ameaçou substituir seus ministros no governo de união. As informações são da Dow Jones.

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