Ataques em Israel dificultam negociação de trégua

No dia do início da reunião da Liga Árabe no Cairo, militantes palestinos lançaram uma série de ataques contra israelenses neste domingo, entre eles um atentado suicida. A explosão, no momento em que passageiros desciam de um trem em Naharyia, em Israel, causou a morte de três israelensese do suicida palestino e feriu mais de 30 pessoas, disseram funcionários de um hospital local. A violência - que também incluiu ataques de represália de helicópteros israelenses a diversos locais, matando pelo menos uma pessoa, e mais um ataque palestino com explosivos que matou outras duas - lança dúvidas sobre a realização deconversações para uma trégua destinadas a pôr um fim a 11 meses de conflitos. As conversações sobre a possível trégua entre o líder palestino Yasser Arafat e o chanceler israelense Shimon Peres seriam realizadas nos próximos dias, mas a data e o localainda não haviam sido definidos quando dois representantes do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon - o ministro de Segurança Interna, Uzi Landau, e Dani Naveh, sem pasta - pedirama anulação do encontro.O governo israelense responsabilizou Arafat por negar-se a deter os atacantes suicidas. A explosão na estação de trens da cidade de Naharyia, nonorte do país, ocorreu no momento da chegada do trem, quando dele desciam soldados e civis no primeiro dia útil da semana em Israel.A polícia e as ambulâncias chegaram rapidamente ao local e transferiram os mais de 30 feridos para hospitais da cidade litorânea, que fica a menos de 10 km da fronteira com o Líbano. O grupo radical Hamas, que perpetrou a maioria dosatentados contra Israel nos últimos anos, assumiu o atentado em chamadas telefônicas para canais de televisão árabes. No entanto, indagado pela Associated Press (AP) na Faixa de Gaza, um porta-voz do Hamas, Abdel Aziz Rantisi, não indicou se o grupo era efetivamente o responsável pela explosão, mas elogiou a ação, dizendo que "Israel deveria saber que pagará opreço pelos seus crimes". Em outros dois incidentes de violência, um homem em um jipe disparou um fuzil automático contra uma caminhonente que transportava professores israelenses na Cisjordânia. Dois israelenses,o motorista e uma professora, morreram no atoreivindicado pelo grupo palestino radical Jihad Islâmico. Também em um cruzamento viário no centro de Israel, perto de Netanya, um carro-bomba explodiu quando parou em um farol vermelho. O motorista palestino do veículo morreu e outros cinco automóveis, entre eles um ônibus, se incendiaram.Em outro local, tropas israelenses dispararam contra três palestinos que tentavam colocar uma bomba perto de uma cerca fronteiriça na Faixa de Gaza, disse o Exército de Israel. A Frente Democrática para a Libertação da Palestina se responsabilizou pelo frustrado atentado em telefonema à AP. Em Washington, a conselheira para a Segurança Nacional, Condoleezza Rice, a violência "sem sentido" no Oriene Médio e exigiu que os palestinos façam o possível para detê-la.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.