Ataques em todo o Iraque matam 46 pessoas

Explosões e disparos em todo o Iraque mataram 46 pessoas nesta terça-feira, dias antes de uma reunião da Liga Árabe em Bagdá cujo objetivo do governo era mostrar a estabilidade do país.

AE, Agência Estado

20 de março de 2012 | 10h05

Nenhum grupo havia assumido a autoria dos ataques, que também deixaram mais de 200 feridos. Mas as autoridades já temiam que a Al-Qaeda e seus simpatizantes sunitas tentariam prejudicar a cúpula de Liga Árabe, na semana que vem.

A reunião será realizada no Iraque pela primeira vez em décadas. O plano para que Bagdá sediasse o encontro no ano passado foi adiado, em parte por cauda dos temores sobre a segurança no país.

Um dos piores ataques desta terça-feira atingiu a cidade sagrada de Kerbala, onde autoridades disseram que dois carros-bomba explodiram numa movimentada área comercial. Treze pessoas morreram e outras 50 ficaram feridas, informou o integrante do conselho provincial Hussein Shadhan al-Aboudi.

"A intenção desses ataques é desestabilizar a segurança em Kerbala e em outras cidades iraquianas e abalar a confiança do povo no governo", afirmou al-Aboudi. "Parece que os terroristas querem abortar a reunião da Liga Árabe em Bagdá. A mensagem é dirigida aos líderes árabes e diz que o Iraque não é um local seguro o suficientes para ser visitado."

Kerbala, a 80 quilômetros ao sul de Bagdá, é o destino de milhares de peregrinos xiitas provenientes de todo o mundo. Cinco peregrinos iranianos estão entre os mortos.

A onda de violência começou no amanhecer desta terça-feira. Militantes explodiram a casa de um policial na cidade de Faluja, instalaram bombas perto da fortificada Zona Verde e fizeram disparos num posto de verificação em Bagdá. Além disso eles explodiram uma delegacia policial na cidade de Kirkuk, no norte do país, e atacaram áreas com restaurantes e lojas em duas cidades do sul.

No total, oito cidades foram alvo de ataques, que aparentemente tinham como alvo principal autoridades policiais e do governo.

Policiais e autoridades de saúde que confirmaram os dados falaram em condição de anonimato, porque não estão autorizados a falar com meios de comunicação. As informações são da Associated Press.

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