Ataques israelenses deixam ao menos 15 libaneses mortos

Bombardeios israelenses deixaram ao menos 15 libaneses mortos neste sábado depois que aviões de guerra atacaram redutos do Hezbollah no sul de Beirute e estradas de todo o país. Paralelamente, projéteis atingiram o balneário israelense de Tiberias, no Mar da Galiléia, e fontes militares israelenses informaram que o grupo possui mísseis capazes de alcançar Tel-Aviv, a capital de Israel. Ainda segundo Israel, soldados iranianos auxiliaram o Hezbollah no lançamento de um foguete que atingiu um navio israelense na noite de sexta-feira.Ao menos 88 libaneses, a maioria civis, já morreram em decorrência da ofensiva de Israel contra o país, iniciada depois que guerrilheiros libaneses capturaram dois soldados israelenses na quarta-feira. Em sucessivas ações ao longo do dia, aviões israelenses destruíram estradas e pontes, isolando diversas partes do país.Ao menos 12 moradores de uma vila do sul do Líbano, incluindo uma mulher e uma criança, morreram em um aparente ataque aéreo contra um comboio de veículos que deixava o lugarejo. Em outro bombardeio israelense, desta vez contra a estrada que liga o Líbano à Síria, outros três civis foram mortos.Israel também renovou os ataques contra redutos do Hezbollah nos subúrbios do sul de Beirute. A região foi alvo de intensos bombardeios na sexta-feira, que destruíram o quartel general do líder do Hezbollah, xeque Hassan Nasrallah. Uma grande coluna de fumaça preta pôde ser vista no bairro de Haret Hreik depois de quatro fortes explosões. Segundo testemunhas, o alvo do ataque deste sábado voltou a ser o complexo da liderança do Hezbollah, onde Nasrallah possui escritório e residência.Os caças-bombardeiros israelenses também atacaram, pela primeira vez, as redondezas da cidade nortista de Trípoli, a segunda em importância do país. A passagem fronteiriça de Masnaa, entre Síria e Líbano, também foi atingida, e ficou inutilizável, informaram fontes policiais.Respostas diplomáticasEm resposta à ofensiva israelense contra o Líbano, um grupo de ministros do Exterior de países árabes se reuniu em caráter de emergência no Cairo neste sábado para discutir a crise. Durante o encontro, o ministro das relações exteriores libanês, Fawzi Salloukh, apresentou o rascunho de uma resolução condenando a ofensiva israelense e oferecendo apoio ao "direito do Líbano de resistir à ocupação de todas as formas legítimas".Os presidentes dos Estados Unidos, George W. Bush, e da Rússia, Vladimir Putin, também discutiram o agravamento da situação no Oriente Médio, mas os dois pareceram divididos sobre como restaurar a calma. Bush culpou o Hezbollah e a Síria pela escalada da violência. "Para mim, a melhor forma de barrar a violência é entender porque ela começou", disse o presidente americano. "E a resposta é que o Hezbollah têm lançado foguetes contra Israel e seqüestrou dois de seus soldados."Putin, por sua vez, disse ser inaceitável tentar alcançar objetivos políticos com seqüestros e ataques contra estados independentes. "Neste contexto, consideramos as preocupações de Israel justificadas", disse. O presidente russo criticou, no entanto, a intensidade da resposta israelense. "O uso da força deve ser balanceado."Mortes no vilarejoO ataque contra os camponeses que fugiam da vila de Marwaheen foi realizado após um aviso de evacuação dado por soldados israelenses por meio de altos falantes. Nenhuma razão foi dada para o ultimato.O comboio formado por vários veículos foi atingido perto da fronteira de Israel, a cerca de um quilômetro do vilarejo.

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