Ataques liderados pelos EUA atingem 4 províncias sírias

A coalizão liderada pelos Estados Unidos atacou cidades e vilas em áreas do norte e no leste da Síria controladas pelo grupo Estado Islâmico. Um desses ataques atingiu um silo de grãos e matou civis, informaram ativistas nesta segunda-feira.

Estadão Conteúdo

29 de setembro de 2014 | 10h25

Washington e seus aliados árabes iniciaram os ataques aéreos contra o grupo extremista na semana passada, tendo como alvo instalações militares, campos de treinamento, armamentos pesados e instalações petrolíferas. A campanha é uma extensão das ações que os Estados Unidos vêm conduzindo contra militantes do grupo no Iraque desde o início de agosto.

Segundo o Observatório Sírio pelos Direitos Humanos, grupo sediado em Londres, durante a noite as forças da coalizão atingiram instalações do Estado Islâmico localizadas nas províncias de Alepo, Raqqa, Hassakeh e Deir el-Zour. O Observatório afirmou que houve vítimas, dentre elas civis, mas não apresentou dados concretos.

Um dos ataques atingiu um silo de grãos na cidade de Manbij, província de Alepo, incendiando o depósito de cereais, informaram o Observatório e o grupo ativista Centro de Mídia e Alepo. Outro coletivo de ativistas, os Comitês de Coordenação Locais, também relatou que houve ataques da coalizão em Manbij.

O diretor do Observatório, Rami Abdurrahman, disse que o ataque ao silo matou civis, mas não divulgou números. "Eles mataram apenas civis no local, que eram trabalhadores. Não havia membros do Estado Islâmico no interior da instalação", disse ele, lembrando que os ataques aéreos "destruíram a comida que estava estocada".

Estados Unidos e seus aliados não havia comentado ou confirmado a realização dos ataques.

Na província de Deir el-Zour, um ataque noturno atribuído à coalizão atingiu a entrada de uma instalação de processamento de gás da Conoco, a maior da Síria, segundo o Observatório, informando também que a instalação não ficou danificada.

Outros ataques atingiram a cidade de Tel Abyad, na fronteira entre Síria e Turquia, segundo um morador do lado turco da divisa. Mehmet Ozer disse à Associated Press por telefone que os ataques atingiram uma base militar abandonada e uma escola vazia. Segundo ele, combatentes do Estado Islâmico deixaram a base militar cerca de três ou quatro meses atrás. "Eles (a coalizão) não devem ter informações de inteligência atualizadas", disse Ozer.

A campanha liderada pelos Estados Unidos tem como objetivo reverter os ganhos dos extremistas na Síria e no Iraque e, por fim, destruir o grupo. Fazem parte da coalizão Arábia Saudita, Bahrein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Jordânia. Vários países europeus também contribuem com os esforços norte-americanos no Iraque, dentre eles França, Holanda, Dinamarca, Bélgica e Reino Unido. Fonte: Associated Press.

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