Ataques matam 52 no Paquistão

No pior dos atentados, 7 policiais e 23 pedestres morrem na explosão de carro-bomba

Reuters e Associated Press, Islamabad, O Estadao de S.Paulo

21 Julho 2007 | 00h00

Três ataques suicidas mataram ontem pelo menos 52 pessoas no Paquistão, em meio à intensificação de atentados depois que o Exército invadiu uma mesquita em Islamabad, matando dezenas de radicais islâmicos. Desde a semana passada, a onda de ataques a tiros e bombas, principalmente no noroeste do Paquistão, já deixou mais de 160 mortos. No pior ataque de ontem, pelo menos 30 pessoas morreram quando um carro-bomba, cujo suposto alvo era um veículo com trabalhadores chineses, atingiu uma viatura da polícia na cidade de Hub, na província sulista do Baluquistão. Os chineses saíram ilesos, mas todos os 7 policiais que os escoltavam e 23 pedestres morreram. Vinte e oito pessoas ficaram feridas. Mais sete pessoas, entre elas vários policiais, foram mortas na explosão de um carro-bomba na cidade de Hangu, no noroeste do Paquistão. O terceiro ataque matou 15 pessoas, incluindo 2 crianças, na mesquita de um centro de treinamento do Exército em Kohat, na Província de Peshawar, também no noroeste do país. "A explosão ocorreu quando as pessoas estavam fazendo suas orações vespertinas. Aparentemente foi um ataque suicida", disse Mohammad Riaz, porta-voz da polícia. A recente onda de violência está concentrada no conservador noroeste do Paquistão - área que faz fronteira com o Afeganistão -, para onde o Exército enviou milhares de soldados extras temendo ataques em represália pelo assalto da semana passada à Mesquita Vermelha, que deixou mais de cem mortos. O presidente paquistanês, Pervez Musharraf, afirmou na quarta-feira que não tem intenção de declarar estado de emergência para conter a crescente insegurança no país. O porta-voz da Casa Branca, Tony Snow, disse ontem que os EUA não descartam a possibilidade de lançar ataques aéreos contra alvos relacionados ao terrorismo no Paquistão. Mas ele não esclareceu se Washington buscaria uma autorização prévia do governo paquistanês.

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