Ataques mostram que controle egípcio na região diminuiu

Ataques tem a ver com nítido arrefecimento do controle egípcio sobre a Península do Sinai

Joshua Mitnick / CSMonitor, O Estado de S.Paulo

19 de agosto de 2011 | 00h00

Ao que parece, os ataques contra Israel tem a ver com um nítido arrefecimento do controle egípcio sobre a vasta Península do Sinai desde as revoltas populares que derrubaram o ex-presidente Hosni Mubarak em fevereiro. Nos meses seguintes, ocorreram diversos ataques contra uma linha de fornecimento de gás natural para Israel e surgiram notícias na imprensa israelense sobre um aumento do contrabando na fronteira que separa o Egito de Gaza.

Com base em relatos feitos à Rádio Israel por testemunhas oculares, os ataques de ontem foram perpetrados por homens armados que usavam uniformes do Exército egípcio e atiravam da fronteira, mas o general israelense Yoav Mordechai disse que as informações não podiam ser confirmadas.

Nenhum grupo assumiu a responsabilidade pelo incidente, mas foi levantada a possibilidade de envolvimento de militantes do Hamas, de tribos de beduínos do Sinai ou de grupos militantes com elos no exterior.

Na semana passada, o Egito enviou mais mil soldados para o Sinai depois de ter autorização de Israel, o que é exigido com base no tratado de paz assinado em 1979, quando ficou estabelecido que a península seria uma área desmilitarizada. Israel também acelerou os trabalhos para erguer uma sofisticada cerca na fronteira que deve substituir a de arame farpado existente no local, por onde é muito fácil penetrar no país.

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