Ataques não devem fortalecer oposição afegã, diz Paquistão

O presidente do Paquistão, o general Pervez Musharraf, alertou hoje a Aliança do Norte, que se opõe ao regime Taleban no Afeganistão, não tire vantagem dos ataques conduzidos pelos Estados Unidos e Inglaterra contra o regime do Taleban e Osama bin Laden. Musharraf disse ter conversado com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha e pediu para que "a ação não fortaleça a oposição da Aliança do Norte ao regime Taleban". O Paquistão é o único país a reconhecer o Taleban como o governo legítimo do Afeganistão e mantém relações próximas com a milícia islâmica. Pressão O Paquistão teme perder influência entre os países vizinhos caso a Aliança do Norte, que é apoiada pela Rússia, chegue ao poder no Afeganistão. As declarações de Musharraf indicam uma certa pressão entre o Paquistão e os Estados Unidos, que estão dispostos a derrubar o regime Taleban. Em Washington, oficiais da defesa disseram que um dos objetivos dos ataques é enfraquecer as defesas do Taleban, assim os rebeldes afegãos podem avançar e tentar derrubar o regime que protege o terrorista Osama bin Laden e o al-Qaeda. "Nosso interesse é fortalecer aqueles que se opõem ao Taleban... Assim eles terão melhores oportunidades de prevalecer", disse o secretário de Defesa dos EUA, Donald Rumsfeld. Ataque rápido Musharraf pediu para que a campanha militar seja rápida, atacando diretamente Bin Laden e os membros de sua rede terrorista, a al-Qaeda, que, segundo os Estados Unidos, estão por trás dos atentados de 11 de setembro. O presidente paquistanês disse que os ataques foram "contra terroristas, o terrorismo e seus aliados". O presidente disse que, uma vez que a campanha militar for encerrada, é preciso garantir esforços para garantir "a unidade, a estabilidade e a paz no Afeganistão". Para Musharraf, o próximo governo "não deve ser imposto ao Afeganistão". Leia o especial

Agencia Estado,

08 Outubro 2001 | 02h51

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