Ataques não violam carta da ONU

Os ataques dos Estados Unidos ao Afeganistão não violam a carta das Nações Unidas. A afirmação é do próprio secretário-geral da ONU, Kofi Annan, em uma comunicado de imprensa divulgado hoje. Segundo ele, as ações militares ocorrem no contexto da decisão do Conselho de Segurança de combater as ameaças à paz internacional geradas pelo terrorismo. Logo após os atentados em Nova York e Washington no dia 11 de setembro, o Conselho de Segurança se reuniu para aprovar uma resolução que condena o terrorismo e afirma que "todos os meios possíveis" são legítimos para enfrentar essa situação. As últimas campanhas militares envolvendo os Estados Unidos foram permeadas por um amplo questionamento internacional sobre a legalidade dos ataques, especialmente no caso da campanha contra Belgrado em 1999 conduzida pela Otan, mas sem qualquer aprovação do Conselho de Segurança da ONU. Desta vez, porém, Annan ressaltou que os ataques ao Afeganistão estão de acordo com o princípio da defesa coletiva consagrado pela carta da ONU. Mesmo assim, países como Irã acreditam que o uso de estratégias militares será pouco produtivo para acabar com o terrorismo. Já um diplomata africano alerta: "mesmo com a suposta legalidade dos ataques, o sofrimento da população civil do Afeganistão deve ser considerada", diz. Kofi Annan reconhece que a comunidade internacional "precisa de uma estratégia ampla que possa unir todas as nações". Ele defende o uso de meios políticos, financeiros e legais para combater grupos terroristas. Leia o especial

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