Ataques no Iraque deixam mais de 30 mortos

Mais de 30 pessoas morreram numa série de ataques em Bagdá e nas proximidades nesta segunda-feira no momento em que militantes aumentavam a pressão contra uma ofensiva promovida pelos Estados Unidos com o objetivo de reforçar a segurança na capital. Dez pessoas morreram em explosões na cidade, um dia depois de duas bombas matarem 60 pessoas numa área comercial xiita, no ataque mais violento desde a quarta-feira, quando começou a operação de segurança. A violência ganhou força nesta segunda-feira em outras partes do Iraque, deixando mais de 20 mortos, incluindo 13 membros de uma família que foi atacada perto de Falluja quando ia para casa após um enterro. Autoridades militares dos EUA haviam advertido que militantes poderiam atacar em áreas fora de Bagdá enquanto forças norte-americanas e iraquianas concentravam seus esforços dentro da capital. No ataque mais letal desta segunda-feira, militantes suspeitos de serem da Al Qaeda tiraram uma família em luto de um microônibus à luz do dia e atiraram em todos, matando inclusive dois meninos, depois de descobrirem que eles eram de uma tribo sunita contrária à Al Qaeda, afirmou a polícia. Em Ramadi, dois ataques suicidas mataram 11 pessoas quando tentavam atingir a casa de Sattar al-Buzayi, um líder tribal que está à frente de um esforço apoiado pelo governo para combater a Al Qaeda. Ao norte de Bagdá, um motorista suicida que tinha como alvo a casa de um chefe do Exército local matou cinco pessoas, incluindo um soldado, e feriu dez. Na semana passada, o primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki, sob pressão de Washington para frear a violência que beira uma guerra civil completa, proclamou o que chamou de "sucesso brilhante" da ofensiva. Mais de 110 mil integrantes das forças dos EUA e do Iraque participam da Operação Imposição da Lei, com o objetivo de controlar a violência sectária de insurgentes sunitas e milícias xiitas. Generais dos EUA, considerando o fracasso de uma ofensiva parecida no ano passado, têm sido mais cautelosos e alertaram que qualquer aumento de violência seria temporário, enquanto os militantes adaptam suas táticas.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.