Ataques podem prolongar estado de comoção na Colômbia

Enquanto a guerrilha lançava novos ataques explosivos contra objetivos civis e militares, o governo do presidente Alvaro Uribe anunciou hoje que estuda prolongar o estado de comoção interna, decretado em 11 de agosto passado para enfrentar a violência e o terrorismo. Após os atentados de segunda-feira em Arauca e Barranquilla, que deixaram dois policiais mortos e mais de 30 pessoas feridas, à noite as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) demoliram com explosivos grande parte da sede da Prefeitura de Córdoba, situada 510 km ao norte de Bogotá, no departamento (Estado) de Bolívar. Segundo o comandante da polícia de Bolívar, coronel José Ariel Torres, duas cargas, cada uma delas com 10 quilos de explosivos, foram usadas na destruição parcial do edifício. Os guerrilheiros também atacaram a delegacia de polícia, sem deixar vítimas.A agência de notícias do Exército informou que, em outros ataques perpetrados na segunda-feira, morreram cinco soldados das Forças Armadas e outros oito ficaram feridos, na região norte do país. "Esta é uma escalada dos grupos de combatentes urbanos em apoio aos grupos armados que estão reagindo, diante da pressão das forças governamentais", declarou a ministra da Defesa, Martha Lucía Ramírez. Após a conclusão da reunião do conselho de segurança em Barranquilla, horas depois de um ataque com explosivos no centro da cidade que é a principal do litoral atlântico colombiano, a ministra anunciou que "provavelmente" o governo prolongará o estado de comoção interna, cujo primeiro período termina em 11 de novembro. Considerou necessário "impor medidas mais drásticas e eficazes para desarticular os grupos de combatentes" que atuam nas cidades. Segundo a Constituição colombiana, o governo pode estender o estado de comoção interna por até três períodos de 90 dias cada, quando subsistirem grandes riscos à segurança nacional que não possam ser enfrentados com os instrumentos legais de tempos de paz.

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