Ataques rebeldes na Índia matam 51, causa protestos violentos

A polícia no nordeste da Índia disparou nesta quarta-feira em manifestantes que protestavam contra as mortes de dezenas de pessoas por guerrilheiros tribais, matando cinco deles.

REUTERS

24 de dezembro de 2014 | 14h22

Os guerrilheiros, que lutam por uma pátria independente para a tribo indígena Bodo, lideraram uma matança no Estado de Assam na terça-feira, matando 51 pessoas em quatro ataques, no intervalo de uma hora.

As vítimas dos ataques de guerrilha em sua maioria eram trabalhadores das plantações de chá de outras partes da Índia. Assam tem um histórico de violência sectária e de conflitos entre grupos armados que lutam por mais autonomia ou separação da Índia.

Centenas de trabalhadores das plantações armados com lanças, arcos e flechas desafiaram um toque de recolher imposto em resposta aos ataques dos rebeldes e cercaram estações de polícia no distrito de Sonitpur, a área mais atingida pela violência militante, dizendo que autoridades falharam na tarefa de protegê-los.

Alguns manifestantes abriram fogo contra lojas e outros bloquearam uma ferrovia e estradas. A polícia disse que teve que dispersar a multidão.

"Eles estavam tentando invadir delegacias, tivemos de abrir fogo em consequência", afirmou um oficial de polícia da área por telefone.

Assam é um dos sete estados do nordeste da Índia, uma região delimitada pela China, Mianmar, Butão e Bangladesh. Por muito tempo, os moradores acusam o governo federal de saquear recursos, ignorando seu desenvolvimento.

Os ataques de terça-feira aos trabalhadores das plantações foram atribuídos a uma facção da Frente Nacional Democrática de Bodoland (NDFB), em retaliação a uma ofensiva contra eles lançada pelas forças de segurança há um mês.

Entre as vítimas estavam 10 mulheres e 13 crianças.

(Por Biswajyoti Das, reportagem adicional de Rupam Jain Nair)

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