Ataques suicidas contra forças paquistanesas deixam 25 mortos

Ministério do Interior acusa militantes ligados à rede Al-Qaeda pelas duas explosões em Rawalpindi

AP e NYT, Islamabad, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2005 | 00h00

Dois atentados suicidas quase simultâneos mataram ontem 25 pessoas e feriram outras 70, na maioria agentes do serviço de inteligência que iam para o trabalho na cidade de Rawalpindi, nordeste do Paquistão. As explosões ocorreram em meio ao aumento de ataques de militantes e a uma grande incerteza política no Paquistão, com o presidente Pervez Musharraf tentando obter um segundo mandato e seus opositores buscando afastá-lo do poder.O governo desmentiu especulações de que os atentados poderiam levar à declaração de estado de emergência e ao adiamento das eleições presidenciais (previstas para as próximas semanas) e parlamentares (previstas para os próximos meses). Nenhum grupo assumiu a autoria dos ataques, mas o Ministério do Interior assinalou que as evidências apontam para militantes ligados à Al-Qaeda que vêm combatendo as forças de segurança perto da fronteira com o Afeganistão.Uma das explosões ocorreu às 7h15 (23h15 de segunda-feira em Brasília) perto de um mercado de Rawalpindi, onde Musharraf e muitos militares de alto escalão vivem e onde fica o aeroporto internacional de Islamabad. O outro atentado foi lançado minutos depois contra um ônibus que transportava agentes de inteligência militar perto de um quartel do Exército. "O ônibus foi totalmente destruído. Vi entre 15 e 20 corpos mutilados", disse Tanveer Ahmed, um funcionário do governo que esperava outro ônibus perto do local da explosão. Destroços do ônibus e pedaços de corpos foram espalhados por uma ampla área. Vários automóveis também foram destruídos. O vice-ministro de Informação, Tariq Azim Khan, disse que o autor do ataque foi um suicida que conseguiu entrar no ônibus.

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