EFE/Hedayatullah Amid
EFE/Hedayatullah Amid

Ataques suicidas deixam 24 mortos e 90 feridos em Cabul

Grupo Taleban reivindica autoria dos atentados em uma mensagem divulgada pelo Twitter

O Estado de S. Paulo

05 de setembro de 2016 | 18h26

CABUL - Dois ataques suicidas reivindicados pelo Taleban perto do Ministério da Defesa do Afeganistão em Cabul, capital do país, deixaram pelo menos 24 mortos e 90 feridos nesta segunda-feira, 5, informaram à agência EFE fontes oficiais.

"Os últimos dados que temos são de 24 mortos e 90 feridos. E esse não é o número final de vítimas. Elas estão sendo levadas a hospitais da cidade em ambulâncias", disse o porta-voz do Ministério da Saúde Pública do país, Ismail Kawusi.

O porta-voz do Ministério de Defesa, Muhammad Radmanish, indicou que há entre as vítimas civis e funcionários da pasta. Um dos mortos é o general Abdul Razaq, que morreu no caminho do hospital. Também morreram um comandante e vários agentes da Polícia do segundo distrito da cidade, que fica perto do local do atentado.

"Houve dois ataques suicidas, o primeiro perto do ministério e do palácio presidencial, que deixou vários feridos. Quando as pessoas chegaram para ajudar às vítimas, houve um novo ataque suicida, no qual morreram e ficaram feridas outras delas", disse Radmanish.

O ataque ocorreu em uma rua muito movimentada, na qual normalmente há ambulantes. Por isso, as autoridades temem que muitas das vítimas sejam civis, apesar de o atentado ter ocorrido perto do ministério e da sede do segundo distrito da Polícia de Cabul.

O Taleban reivindicou a autoria dos atentados por meio do porta-voz Zabihullah Mujahid, que confirmou os ataques realizados por membros do grupo em uma mensagem divulgada pelo Twitter.

"Em frente ao ministério, primeiro houve uma explosão, depois um ataque suicida. Vários importantes oficiais e soldados morreram ou ficaram feridos", disse Mujahid.

Há menos de duas semanas, um grupo Taleban atacou a Universidade Americana de Cabul, deixando 17 mortos e 40 feridos. Em julho, um atentado promovido por membros do Estado Islâmico contra manifestantes da minoria xiita hazara matou 80 pessoas e deixou mais de 200 feridos. / EFE

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