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Ataques suicidas do EI matam 17 militares iraquianos em Faluja

Extremistas aproveitaram tempestade de areia para realizar uma onda de ataque contra forças do governo iraquiano que tentam retomar cidades controladas pelo EI na Província de Anbar

O Estado de S. Paulo

27 de maio de 2015 | 11h47

BAGDÁ - Uma onda de ataques suicidas cometidos por membros do Estado Islâmico mataram pelo menos 17 soldados iraquianos entre a noite de terça-feira e a manhã desta quarta, 27, de acordo com um porta-voz militar. Com a ajuda de grupos paramilitares, as tropas iraquianas avançam desde terça na Província de Anbar para tentar recuperar posições importantes perdidas para os extremistas, como a cidade de Ramadi.

De acordo com o general Saad Maan Ibrahim, porta-voz do Comando Militar Conjunto do Iraque, a maior parte dos ataques suicidas do EI aconteceu nas imediações da cidade de Faluja, ainda sob controle do EI. Os extremistas atacaram perto de uma estação de controle de água entre o Lago Tharthar e o rio Eufrates, onde forças do Exército foram mobilizadas para a ofensiva Anbar, disse Ibrahim.

A autoridade militar iraquiana explicou que os militantes do EI se aproveitaram de uma tempestade de areia que atingiu a maioria do Iraque na terça-feira à noite para lançar a onda de ataques. Ele disse que não estava claro quantos suicidas estavam envolvidos nos ataques, que atingiram os militares por várias direções.

Faluja fica a leste da capital provincial de Anbar, Ramadi, que foi capturado pelos militantes do EI quase duas semanas atrás, no que foi uma das principais derrotas militares do governo para os extremistas desde o início do confronto.

A operação para recuperar o controle da província de Anbar, que tem o apoio de milícias xiitas e de combatentes sunitas pró-governo, é considerada essencial para mostrar que as forças do governo estão em um momento de superioridade contra os extremistas.

Polêmica. Depois de serem criticados e acusados de sectarismo, os paramilitares xiitas que participam da operação para retomar Anbar mudaram o nome de sua campanha, antes denominada "Labeyk Ya Hussein" ("A sua disposição, Hussein", em tradução livre) para "Labeyk Ya Iraq" ("A sua disposição, Iraque", em tradução livre).

O nome original da operação foi qualificado pelos Estados Unidos como "de pouca ajuda", além de provocar reclamações dos moradores de Anbar, uma província de maioria sunita.

Hashid Shaabi, um porta-voz dos paramilitares, afirmou que os dois nomes "têm o mesmo significado". "Agora optamos por usar (a palavra) Iraque e não há mais problemas", disse o porta-voz.  / AP e REUTERS

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