Ataques suicidas matam quase 50 pessoas no Iraque

Primeira explosão ocorreu quando milícia sunita que combate a Al-Qaeda estava reunida para receber salários.

BBC Brasil, BBC

18 de julho de 2010 | 17h51

Quase 50 pessoas morreram neste domingo no Iraque em dois ataques suicidas contra integrantes de uma milícia sunita que combate a rede Al-Qaeda junto com o governo do país.

Em Bagdá, pelo menos 43 pessoas morreram no ataque suicida contra uma base militar, segundo a polícia do país.

O ataque na região de Radwaniya, sudoeste de Bagdá, atingiu integrantes da milícia conhecida como Sahwa, que estavam reunidos para receber seus salários na manhã de domingo.

Mais de quarenta pessoas ficaram feridas. Relatos afirmam que o homem-bomba escondeu os explosivos sob a roupa.

O segundo ataque suicida ocorreu em uma cidade perto da fronteira do Iraque com a Síria. A explosão matou pelo menos três pessoas e feriu outras seis em uma reunião de líderes de milícia sunita, de acordo com a polícia.

Al-Qaeda

A milícia sunita Sahwa faz parte dos grupos armados pró-governo que renunciaram à rede Al-Qaeda e passaram a combater a organização a partir de 2006.

De acordo com o correspondente da BBC em Bagdá Gabriel Gatehouse, a milícia Sahwa teria colaborado para a reduzir os níveis gerais de violência no Iraque desde que juntou às forças do governo e dos Estados Unidos na luta contra a organização.

Mas, segundo o correspondente, a milícia é alvo constante de ataques de insurgentes e reclama de falta de apoio do governo.

Analistas dizem que a incerteza política atual no Iraque pode gerar uma nova onda de violência de insurgentes sunitas.

Após as eleições de março, as diferentes facções não chegaram a um consenso sobre quem deve ser o próximo primeiro-ministro e ainda não conseguiram formar um governo de coalizão.

Tanto o atual premiê, Nouri al Maliki, como o anterior Iyad Alawi dizem ser a melhor opção para chefiar o governo.

Os militares americanos planejam retirar-se do Iraque até 2012.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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