Ataques terroristas aumentaram 35% em 2014, dizem EUA

Entre os países analisados em relatório do Departamento de Estado destaca-se o Iraque e a Nigéria; em 13.463 ataques registrados no ano passado, ao menos 32.700 pessoas morreram

O Estado de S. Paulo

19 de junho de 2015 | 16h06

WASHINGTON - A incidência de ataques terroristas aumentou 35% em 2014 em relação com o mesmo período do ano anterior, chegando a um total de 13.463 ataques. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira, 19, em relatório divulgado pelo Departamento de Estado dos EUA.

Entre os países analisados destaca-se o Iraque, onde as mortes passaram de 6.387 em 2013 para 9.929 no ano passado, e a Nigéria, onde a o grupo radical islâmico Boko Haram promoveu massacres em massa e o número de mortes estimadas pelos EUA passou de 1.842 para 7.512.

Ao todo, os ataques resultaram em mais de 32.700 mortos, um aumento de 81% em relação ao ano anterior. Segundo o levantamento do governo americano, mais de 9.400 pessoas foram sequestradas ou tomadas como reféns por militantes, três vezes mais do que em 2013.

Iraque, Síria, Afeganistão, Paquistão e Nigéria representam 60% destes ataques, aponta o levantamento anual. Já 78% das vítimas estavam no Iraque, na Nigéria, no Afeganistão, no Paquistão e na Síria. O relatório destacou ainda o aumento do número de atentados orquestrados pelo Estado Islâmico (EI) em comparação com os planos executados no mesmo ano pela Al-Qaeda.

Os dirigentes da Al-Qaeda "pareceram perder ímpeto na condição de líderes de expressão própria de um movimento global diante da expansão rápida do Estado Islâmico e de sua proclamação de um califado", diz o relatório.

Em junho de 2014, o Estado Islâmico expandiu sua área de atuação a partir de sua base na cidade de Raqqa, na Síria, e tomou vastas porções de território no norte Iraque, grande parte das quais ainda controla. No fim daquele mês, o grupo anunciou a criação de um "califado" nas terras sob seu controle, sob a liderança de Abu Bakr al-Baghdadi, comandante do EI.

O presidente dos EUA, Barack Obama, reagiu com ataques aéreos nos dois países e também a militantes suspeitos em todo o mundo, incluindo um ataque com drone na última semana que matou o número 2 da Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) - cuja base de atuação se concentra no Iêmen - e um programa de treinamento das forças de segurança iraquianas. / REUTERS e EFE

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