Reprodução/Twitter
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Ataques terroristas na França, Tunísia e Kuwait deixam ao menos 63 mortos

Autoridades de França, Kuwait e Tunísia investigam ações que, aparentemente, não foram coordenadas; EI assume autoria de explosão em mesquita, mas pode estar por trás dos outros ataques

O Estado de S. Paulo

26 de junho de 2015 | 10h55

BEIRUTE - Ataques terroristas na França, Tunísia e Kuwait nesta sexta-feira, 26, deixaram dezenas de mortos, aumentando a preocupação sobre a propagação da influência de grupos jihadistas.

Na França, os extremistas invadiram uma fábrica de produtos químicos de uma empresa americana perto de Lyon, decapitado uma pessoa e tentaram, sem sucesso, explodir o local, no que as autoridades francesas, incluindo o presidente François Hollande, disseram se tratar de um ataque de 'natureza terrorista'. Pelo menos uma pessoa morreu e duas ficaram feridas.

Na Tunísia, pelo menos um homem armado abriu fogo na praia de um resort deixando ao menos 27 mortos, segundo informações do Ministério do Interior. Um atirador foi morto elas forças de segurança do país, que procuram um segundo suspeito de participar da ação.

O terceiro ataque do dia aconteceu em uma mesquita xiita no Kuwait. A explosão, reivindicada pelo Estado Islâmico, deixou dezenas de mortos de acordo com a imprensa local.

Até o momento, não há provas de que os ataques foram coordenados, mas os três aconteceram praticamente ao mesmo tempo e poucos dias após o Estado Islâmico incentivar a realização de tais operações durante o mês sagrado muçulmano do Ramadã.

"Muçulmanos, embarquem e acelerem em direção à jihad" disse o porta-voz do grupo, Abu Mohamed al-Adnani, em uma mensagem de áudio divulgada nesta semana. "Mujahedin em todos os lugares, se apressem para fazer do Ramadã um mês de desastres para os infiéis."

Enquanto as investigações em cada um dos países continua, especialistas já discutem se os atentados desta sexta-feira seriam provas de que Estado islâmico, que assumiu o controle do vastas faixas de território no Iraque e na Síria, conseguiu inspirar com sucesso simpatizantes a planejar e realizar ataques em seus próprios países.

De acordo com o fontes ouvidas pelo NYT, o governo americano, por meio de suas agências de inteligência e contraterrorismo, estão avaliando as possíveis conexões entre os três casos. As fontes disseram que, se a avaliação constatar que os ataques foram relacionados, o próximo passo será determinar se, de fato, o Estado Islâmico os dirigiu, coordenou ou os inspirou. / NYT

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