PAU BARRENA / AFP
PAU BARRENA / AFP

Ataques terroristas no mundo diminuíram 23% em 2017, diz relatório dos EUA

Estudo anual do Departamento de Estado americano contabilizou 8.584 ataques terroristas em todo o mundo em 2017; essas ações provocaram 18,7 mil mortes e deixaram mais de 19,4 mil feridos

O Estado de S.Paulo

20 Setembro 2018 | 10h04

WASHINGTON - O número de ataques terroristas diminuiu 23% em nível mundial em 2017, e as mortes provocadas por eles caíram 27% em relação a 2016, o que os Estados Unidos atribuíram a uma queda da violência no Iraque, de acordo com o relatório anual sobre terrorismo do Departamento de Estado americano divulgado na quarta-feira.

O departamento vincula a redução da violência no Iraque à ação das forças de segurança iraquianas que, com o apoio da coalizão internacional contra o grupo Estado Islâmico (EI), liderada pelos EUA, conseguiram recuperar o território ocupado por esta organização terrorista no final de 2017.

Outros países que viram uma diminuição no número de ataques entre 2016 e 2017 foram Turquia (71%), Iêmen (62%) e Síria (61%). De acordo com o documento, o EI continuou sendo responsável por mais ataques e mortes do que qualquer outro grupo terrorista em 2017, mas reduziu em 23% o número de atos e provocou 53% menos vítimas quando os dados são comparados com ações de 2016.

Os EUA contabilizaram atentados do EI e grupos filiados em 20 países em 2017, período no qual teve especial força no Afeganistão, Paquistão, Egito e na região da África Ocidental. Durante o ano passado, com a perda de território no Iraque e na Síria, o grupo jihadista começou a inovar usando "técnicas próprias de insurgência", detalhou o relatório do governo americano.

O enfraquecimento do EI foi acompanhado por uma "expansão silenciosa dos membros e das operações" da Al-Qaeda, uma rede que mantém seu "núcleo" no Afeganistão e no Paquistão, mas que expandiu a influência por locais da África Ocidental, com forte presença no Mali.

O coordenador da estratégia de combate ao terrorismo do Departamento de Estado, Nathan Sales, disse que a Al-Qaeda foi um "inimigo paciente" que aproveitou para expandir sua influência enquanto o EI "estampava capas de jornais".

"Embora o EI tenha sido manchete, estamos decididos a lutar contra a Al-Qaeda, esteja onde estiver", afirmou Sales.

O documento também cita o Irã como uma das ameaças para o mundo. "(O Irã) continua como o principal país do mundo patrocinador do terrorismo e é responsável por intensificar conflitos e enfraquecer os interesses dos EUA em Síria, Iêmen, Iraque, Bahrein, Afeganistão e Líbano", finalizou Sales.

De acordo com o documento oficial, em 2017 foram contabilizados 8.584 ataques terroristas em todo o mundo. Essas ações provocaram 18.700 mortes e deixaram mais de 19.400 feridos. / EFE e AFP

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