Até 170 mulheres foram estupradas em ataques no Congo, diz ONU

O número conhecido de vítimas em um estupro coletivo cometido por homens armados na República Democrática do Congo subiu de cerca de 70 para até 170, disse na sexta-feira o Acnur (agência da ONU para refugiados).

JONNY HOGG, REUTERS

24 de junho de 2011 | 17h39

Esse foi o maior caso de estupros coletivos registrado no Congo em quase um ano. O governo disse que a violência pode ter sido cometida por ex-rebeldes que as autoridades atualmente tentam integrar ao Exército nacional.

"Segundo nossos parceiros locais, cerca de 170 mulheres foram estupradas nas aldeias de Nakiele e Abala na noite de 11 para 12 de junho, durante um ataque armado", disse à Reuters Celine Schmitt, porta-voz do Acnur, acrescentando que as cifras foram fornecidas por ONGs que atuam na região dos ataques.

A entidade Médicos Sem Fronteiras disse na quinta-feira que cerca de cem mulheres haviam sido sexualmente agredidas no ataque perto da localidade de Fizi, na província de Kivu do Sul.

Uma equipe de emergência foi enviada à área para averiguar as cifras e ajudar as vítimas, segundo Schmitt.

Um porta-voz governamental disse que o ex-coronel rebelde Kifaru Niragiye pode ter sido o responsável pelos estupros, depois de ter desertado junto com cerca de cem homens de um campo de treinamento onde se integrariam ao Exército.

Vários grupos armados continuam agindo no leste do Congo desde a guerra de 1998-2003, que matou 5 milhões de pessoas, e o governo tem dificuldades para contê-los, apesar do apoio de milhares de soldados da ONU.

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