Até 300 guerrilheiros das Farc podem ter morrido em bombardeio

Cerca de 300 guerrilheiros das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) podem ter morrido em dois bombardeios da aviação militar no fim de semana, entre eles o ex-negociador rebelde Milton de Jesús Toncel, afirmou hoje o general Héctor Fabio Velasco. Os ataques militares ocorreram no fim de semana nos departamentos (Estados) de Guanía e Caquetá, com o apoio técnico dos serviços de inteligência, disse o general. Velasco indicou que o trabalho das equipes especiais permitiu que fosse identificada a concentração humana sob a espessa vegetação da área, após o quê, foram lançadas as bombas.O alto oficial, comandante da Força Aérea Colombiana (FAC), afirmou que unidades de inteligência militar estão tentando confirmar a morte do ex-negociador de paz das Farc "Joaquín Gómez", nome de guerra de Toncel, durante um dos bombardeios em Guanía. Velasco confirmou que aviões de combate e helicópteros bombardearam e metralharam uma base das Farc em Guanía mas que, devido à dificuldade em chegar ao local, não foi feita um verificação imediata do terreno atingido. As aeronaves localizaram e bombardearam a base que, segundo Velasco, tinha capacidade para cerca de 100 guerrilheiros, sob o comando de "Joaquín Gómez". "A versão sobre a morte de Joaquín Gómez está sendo investigada pelas unidades de inteligência militar", declarou o general Velasco. Outro acampamento das Farc localizado no parque nacional de La Macarena, no departamento de Caquetá, foi também bombardeado pela FAC. "Sabemos que neste lugar havia cerca de 200 homens das Farc", indicou o general Velasco. Nenhuma autoridade judicial confirmou até o momento a morte de guerrilheiros no bombardeio.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.