Feisal Omar / REUTERS
Feisal Omar / REUTERS

Atendado suicida contra hotel na Somália deixa ao menos 10 mortos

De acordo com autoridades, vice-prefeito de Mogadiscio, onde ocorreu o ataque, e um deputado estão entre as vítimas

O Estado de S. Paulo

20 de fevereiro de 2015 | 12h13

Uma pessoa jogou um veículo cheio de explosivos contra o portão de um hotel de Mogadiscio, capital da Somália, e outro suicida entrou no local e detonou os explosivos que levava junto ao corpo nesta sexta-feira, 20. Pelo menos dez pessoas morreram, entre elas o vice-prefeito da cidade e um deputado, informaram funcionários do governo.

O vice-primeiro-ministro do país está entre os feridos do ataque contra o Hotel Central, que fica nas proximidades do palácio presidencial, informou o capitão da polícia, Mohamed Hussein.

O Al-Shabab, grupo insurgente islâmico que atua no país, assumiu a autoria do ataque, segundo a rádio do grupo, a Andulus.

O deputado Omar Ali Nor e o vice-prefeito de Mogadiscio, Mohamed Aden, estão entre os mortos, informou o deputado Mohamed Ali, que disse não poder informar o número exato de mortos.

Dois corpos ensanguentados estavam do lado de fora do hotel, localizado no centro de Mogadiscio, enquanto soldados isolavam a área e disparavam para o ar para dispersar as pessoas que se aproximavam.

O vice-primeiro-ministro Mohamed Omar Arte foi levado para o hospital e estava entre os vários funcionários de alto escalão do governo presentes no hotel no momento do ataque, disse Hussein.

O presidente da Somália, Hassan Sheikh Mohamud, condenou o ataque afirmando que a ação não vai prejudicar os esforços do governo para restaurar a paz no país, que se recupera de décadas de guerras. "Devemos continuar a guerra contra o terrorismo. Este ataque deixa claro que os terroristas não têm qualquer respeito pela religião pacífica do Islã ao matar muçulmanos inocentes", disse ele em comunicado emitido após o ataque.

Este é o segundo ataque a um hotel em Mogadiscio em menos de um mês. Em 22 de janeiro, três somalis foram mortos quando um suicida explodiu um carro-bomba no portão de um hotel que abrigava integrantes da comitiva do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, que visitaria o país dias depois. Um funcionário da inteligência somali disse que a delegação turca, com cerca de 70 integrantes, estava no hotel no momento do ataque, mas ninguém ficou ferido.

Apesar de grandes retrocessos em 2014, o Al-Shabab continua a travar violentos combates contra o governo somali e é uma ameaça na Somália e na região do leste africano. O grupo tem realizado muitas ofensivas em território somali e em países vizinhos, cujos Exércitos integram as tropas da União Africana que fazem a segurança do fraco governo da Somália, que tem apoio da Organização das Nações Unidas (ONU).

O Al-Shabab controlou a maior parte de Mogadiscio entre os anos 2007 e 2011, mas foi expulso da capital somali e de outras cidades do país pelas forças da União Africana. / AP

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