Atentado à bomba do ETA fecha estrada mas não faz vítimas

Uma bomba explodiu nesta quinta-feira na cidade de Ontón, na comunidade da Cantábria, norte da Espanha, depois de um alerta feito em nome do grupo separatista basco ETA (Pátria Basca e Liberdade), informando sobre a possível colocação de quatro explosivos em diferentes rodovias do país. A explosão, segundo fontes oficiais, não causou danos pessoais ou materiais na via que une a cidade de Santander à localidade basca de Bilbao. O trânsito chegou a ser interrompido. Um alerta foi feito às 6h35 locais (4h35 de Brasília) à Associação de Ajuda em Estradas, na província basca espanhola de Guipúzcoa, afirmando que quatro artefatos seriam detonados em diferentes pontos da malha rodoviária federal. É a quarta vez que a ETA coloca bombas em estradas espanholas nos últimos dois anos, mas nas outras três ocasiões as ações dos terroristas coincidiram com operações especiais de tráfego por causa do período de férias. Nesta quinta-feira, a colocação das bombas coincidiu com o protesto contra a recente morte na prisão de dois integrantes do grupo armado, Igor Angulo e Roberto Sainz. O ministro do Interior espanhol, José Antonio Alonso, informou que poucos trabalhadores aderiram à greve e ressaltou que esta circunstância demonstra que o entorno da ETA "não tem nenhum apoio social nem político no País Basco". Manifestantes fecharam lojas na província de Guipúzcoa, onde o Batasuna tem um poder maior, e impediram algumas linhas de ônibus de circular, mas a situação foi normalizada logo depois. Alguns ônibus sofreram depredações e foram pichados, por isso algumas companhias decidiram não entrar nos bairros onde há grupos de manifestantes. Fontes do ETA em Guipúzcoa assinalaram que o apoio à greve foi "nulo no setor industrial da cidade", mas não descartaram que nas próximas horas sejam feitas reuniões de protesto, já que foram convocadas assembléias em muitas companhias. O sindicato LAB, que apóia a greve, divulgou em comunicado uma lista de 30 empresas que aderiram à greve, e anunciou interrupções parciais em outros centros de trabalho. A guarda municipal da cidade de San Sebastián informou que alguns manifestantes colocaram contêineres e barricadas nas ruas e fecharam com cadeados os acessos a creches e centros de trabalho.

Agencia Estado,

09 Março 2006 | 06h49

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