Atentado a bomba em Jerusalém mata 1 fere 38

Mala com explosivos foi deixada perto de um ponto da movimentada estação central de ônibus; nenhum grupo palestino assumiu a autoria do ataque

Nathalia Watkins, O Estado de S.Paulo

24 de março de 2011 | 00h00

ESPECIAL PARA O ESTADO

JERUSALÉM

Uma pessoa morreu e 38 ficaram feridas após a explosão de uma bomba ao lado de pontos de ônibus em frente a rodoviária localizada na entrada de Jerusalém. Por volta de 15 horas (10 horas em Brasília), uma mala deixada ao lado de um telefone público contendo cerca de dois quilos de explosivos foi detonada e causou pânico em uma das áreas mais movimentadas da cidade.

A explosão foi ouvida a várias quadras do local e estilhaçou as janelas de dois ônibus lotados. O explosivo foi deixado ao lado de um quiosque chamado Pitzuz Shel Quiosk (gíria em hebraico que significa "explosão de quiosque"). O local ganhou esse nome depois de ser atingido em um outro atentado, em 1994.

Um funcionário do local viu o objeto suspeito e acionou a polícia. A gravação do telefonema é interrompida pelo estrondo da explosão. Minutos depois, as forças de segurança chegaram ao local e, em cerca de dez minutos, os feridos foram levados a hospitais, mas a área permaneceu fechada por quase duas horas.

O ataque provocou caos no trânsito e a principal entrada a Jerusalém foi fechada. Vários postos de controle fora instalados nas principais vias para tentar, sem sucesso, localizar os responsáveis. Nenhum movimento palestino assumiu a autoria do ataque. Mas Israel lançou na madrugada de hoje três ataques aéreos contra a Faixa de Gaza.

A explosão ocorreu em meio à escalada da violência na região. O sul de Israel, perto de Gaza, foi atingido por mais de 20 foguetes nas últimas 24 horas.

Há mais de uma semana, a Cisjordânia foi palco de um atentado que matou a facadas cinco pessoas de uma mesma família em um assentamento israelense. Há três semanas, um funcionário da prefeitura de Jerusalém perdeu a mão em uma explosão.

Reação israelense. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu disse que Israel está determinado a manter a segurança de seus cidadãos. Ele realizou reuniões para estudar possíveis respostas ao ataque. De acordo com a imprensa, o premiê aprovou uma série de ações militares, mas não deu mais detalhes.

O analista político Udi Segal diz que o premiê está sendo pressionado para realizar uma operação militar, mas que não tem apoio da comunidade internacional. Já o especialista Yaakov Bar Siman Tov acredita que Israel deve acalmar os ânimos. "É cedo para avaliar se é o começo de uma nova Intifada, mas está claro que há de se pagar um preço pela estagnação do processo político", disse.

PARA LEMBRAR

Em 23 de setembro de 2004, uma bomba explodiu em Jerusalém, deixando dois policiais mortos e cerca de 20 feridos. O atentado foi realizado por uma suicida palestina, que detonou os explosivos enquanto estava em um ponto de ônibus. O ataque ocorreu após sete meses de relativa tranquilidade na região.

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