Efe
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Atentado a bomba mata 20 em cidade síria próxima à fronteira turca

EUA e Rússia se mobilizam por uma nova conferência de paz sobre o conflito na Síria

O Estado de S. Paulo,

14 de outubro de 2013 | 06h56

BEIRUTE - Um carro-bomba matou ao menos 20 pessoas na segunda-feira, 14, na cidade de Darkoush no norte da Síria, próxima da fronteira com a Turquia, segundo o Observatório Sírio para Direitos Humanos. No campo político, EUA e Rússia se mobilizam por uma nova conferência de paz sobre a Síria

O grupo ligado à oposição síria disse que dezenas de pessoas foram feridas pela explosão no mercado de cidade, um pequeno povoado controlado pelos rebeldes que combatem o regime de Bashar Assad a 2 quilômetros da fronteira, e alguns deles foram levados à Turquia para tratamento.

O Observatório disse que 12 dos mortos foram identificados por nome e outros oito corpos severamente queimados foram encontrados. Segundo o grupo mais de 115.000 pessoas foram mortas no conflito na Síria, que já dura mais de 2 anos e meio.

Negociações. No front diplomático, o secretário de Estado americano, John Kerry, cobrou a realização de uma conferência de paz para a Síria "muito em breve", mas disse que a paz não seria possível sem um governo de transição para substituir BasharAssad. "Acreditamos ser urgente marcar uma data para convocar a conferência e trabalhar em direção a uma nova Síria", disse Kerry a jornalistas após reunião com o enviado especial da ONU para a Síria, Lakhdar Brahimi, em Londres.

"Acreditamos que o presidente Assad perdeu a legitimidade necessária para constituir uma força coesa, capaz de unir a população", acrescentou Kerry. "Deve haver um governo de transição na Síria para permitir a possibilidade de paz".

O governo da Rússia pediu, por sua vez, que os Estados Unidos façam o possível para levar a oposição síria para as negociações de paz. O apelo foi feito depois que um grupo da oposição afirmou que não comparecerá ao evento.

"Nós esperamos que nossos parceiros americanos e outros países, que não só influenciaram vários grupos de oposição, mas também (...) encorajaram esses grupos de oposição (...), a perceberem suas responsabilidades em criar condições na execução de sua parte do trabalho para a convocação de Genebra II", disse o ministro de Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov. / REUTERS

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