STRINGER/AFP - 25/09/21
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Atentado com carro-bomba deixa ao menos 8 mortos na Somália

Explosão ocorreu em cruzamento próximo à casa do presidente do país e teve autoria reivindicada pelo grupo terrorista Al-Shabab

Redação, O Estado de S.Paulo

25 de setembro de 2021 | 08h08
Atualizado 25 de setembro de 2021 | 09h42

MOGADÍSCIO - Um atentado com carro-bomba matou ao menos oito pessoas na capital da Somália, Mogadíscio, neste sábado, 25. A explosão, segundo autoridades locais, ocorreu em um cruzamento próximo à residência do presidente do país, Mohamed Abdullahi Mohamed, e teve a autoria reivindicada pelo grupo terrorista Al-Shabab.

Mais cedo, Muawiye Mudeey, comissário do distrito de Hamar Jajab, onde ocorreu o ataque em Mogadíscio, disse que a explosão de um "carro-bomba suicida" havia deixado sete mortos e oito feridos.

Posteriormente, o porta-voz da polícia Abdifatah Aden Hassan informou a repórteres no local da explosão que o número de vítimas subiu para oito e que pode ser ainda maior, já que alguns dos mortos e feridos foram levados por seus parentes.

"Al Shabaab está por trás da explosão. Eles mataram oito pessoas, incluindo um soldado, uma mãe e duas crianças. Al Shabaab massacra civis", disse Hassan.

Porta-voz do governo, Mohamed Ibrahim Moalimuu disse que entre os mortos estava Hibaq Abukar, consultor de mulheres e direitos humanos no gabinete do primeiro-ministro Mohamed Hussein Roble. "Ela era um dos pilares do escritório da PM (para) assuntos femininos", escreveu em sua conta no Facebook.

Testemunhas que estavam no local explicaram que o veículo explodiu quando foi inspecionado pelos guardas no posto de controle. Com isso, ao menos outros sete carros e três riquixás teriam sido destruídos pela explosão. Não ficou claro se Abukar estava no comboio ou se ela estava por perto quando a explosão aconteceu.

A autoria do ataque foi reivindicada em um breve comunicado do Al-Shabab, movimento próximo à Al Qaeda que, desde 2007, luta para derrubar o governo e costuma perpetrar ataques contra as forças e líderes de segurança do país.

O grupo controlou a capital até 2011, quando foi expulso pelas tropas da União Africana, mas ainda domina as partes rurais do país. /REUTERS e AFP

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