IHA via AP
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Ataque em casamento na Turquia mata 30

Governador de província define ação, que também deixou 94 feridos, como ‘atentado terrorista’, sem esclarecer possíveis responsáveis; autoridades falam em homem-bomba

O Estado de S. Paulo

20 Agosto 2016 | 19h33

ISTAMBUL - Um atentado terrorista em um salão onde ocorria uma festa de casamento deixou ao menos 30 mortos e 94 feridos neste sábado, 20, na cidade de Gaziantep, no sul da Turquia, informou o canal NTV. O ataque elevou ainda mais a tensão na região, de maioria curda. 

Segundo testemunhas, um homem-bomba teria detonado seus explosivos no momento em que um grande grupo de convidados começava a sair para celebrar o casamento nas ruas. 

O governador da província, Ali Yerlikaya, definiu a ação como “atentado terrorista”, sem esclarecer possíveis responsáveis. O ataque ocorreu no centro da cidade pouco antes da meia-noite (horário local). O governador confirmou o número de mortos em um comunicado. 

Também por meio de comunicados, o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, e o presidente Recep Tayyip Erdogan condenaram o atentado.

Um membro do partido governista AKP no Parlamento, Samil Tayyar, afirmou, em uma postagem no Twitter, acreditar que militantes do grupo extremista Estado Islâmico (EI) seriam os responsáveis pelo ataque. 

O deputado Mehmet Erdogan, também membro do AKP e sobrinho do presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, disse ao canal NTV que se tratava de um atentado suicida.

O salão onde acontecia a festa fica em uma das principais ruas de Gaziantep, centro nervoso do sul da Turquia, a cerca de 50 km da fronteira com a Síria e esconderijo para vários movimentos armados sírios.

A Turquia enfrenta múltiplas ameaças contra sua segurança, desde militantes do EI em seu território e na fronteira síria, a rebeldes curdos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). 

Na quinta-feira, uma série de ataques a bomba atribuída a rebeldes curdos, que tiveram como alvo as forças de segurança, deixaram 11 mortos e 226 feridos. Na noite anterior, outro ataque também atribuído ao PKK em Van matou três pessoas. As forças de segurança turcas têm sofrido ataques quase diariamente por parte do PKK desde o fim do cessar-fogo no verão de 2015. / EFE, AFP, REUTERS e AP 

/ EFE

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