Musadeq Sadeq/AP
Musadeq Sadeq/AP

Atentado com carro-bomba deixa 17 mortos no Afeganistão

Área vigiada de Cabul foi reduzida a destroços, com pedaços de corpos e bicicletas retorcidas pelo chão

Agência Estado e Associated Press,

08 de outubro de 2009 | 05h00

Pelo menos 17 pessoas morreram e quase 80 ficaram feridas num ataque suicida com carro-bomba em frente à Embaixada da Índia, em Cabul, nesta quinta-feira, 8. Dos 17 mortos, 15 eram civis, informou o Ministério de Interior. Os outros dois eram oficiais da polícia afegã.  

 

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A milícia fundamentalista islâmica Taleban reivindicou a autoria do ataque, mas não explicou o motivo pelo qual investiu contra a embaixada indiana. O fato de a representação diplomática ter sido alvo provavelmente levantará questões sobre uma possível ligação com o Paquistão, arquirrival da Índia.

O atentado ocorreu por volta de 8h30 (hora local, 0h em Brasília) em um distrito altamente vigiado da capital afegã, onde se concentram prédios do governo e embaixadas. A área foi reduzida a destroços, com pedaços de corpos e bicicletas retorcidas ao longo de uma vasta extensão, além de uma enorme cratera no meio da rua, próximo ao prédio da embaixada indiana.

Um diplomata indiano que falou sob condição de anonimato disse que a embaixada era o alvo, como em julho do ano passado, quando outro atentado no local matou 60 pessoas. O embaixador da Índia no Afeganistão, Jayant Prasad, disse à TV indiana que nenhum cidadão indiano morreu no atentado, mas que alguns sofreram ferimentos leves, pois portas de vidro e janelas estouraram.

 

O presidente do Afeganistão, Hamid Karzai, a Embaixada dos Estados Unidos em Cabul e a missão da Organização das Nações Unidas (ONU) no país denunciaram o ataque, segundo informações da agência Dow Jones.

O atentado foi o mais mortífero perpetrado em Cabul desde 17 de setembro, quando um militante suicida provocou a morte de 16 pessoas, sendo dez civis afegãos e seis soldados italianos, no centro da capital do país. Depois de meses de relativa calma, Cabul voltou a ser alvo de ataques, e o retorno da violência coincidiu com as eleições presidenciais no país, realizadas em 20 de agosto.

 

Texto atualizado às 10h15.

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