REUTERS/Abdul Malik
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Explosão de carro-bomba em agência bancária no Afeganistão deixa mais de 20 mortos

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria da ação; porta-voz do governo da Província de Helmand disse que há mais de 50 feridos, incluindo membros da polícia e do Exército, civis e funcionários do banco

O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2017 | 07h13
Atualizado 22 de junho de 2017 | 08h32

LASHKAR GAH, AFEGANISTÃO - Um carro-bomba explodiu nesta quinta-feira, 22, em frente a uma agência bancária na cidade de Lashkar Gah, capital da província afegã de Helmand, deixando dezenas de mortos e feridos, entre eles civis e membros de forças de segurança que esperavam para receber seus salários.

Omar Zwak, porta-voz do governador da província, disse que ao menos 20 pessoas morreram e mais de 50 ficaram feridas, incluindo membros da polícia e do Exército, civis e funcionários da agência do banco New Kabul Bank, onde aconteceu o ataque. Já o Departamento de Saúde de Helmand fala em 29 mortos e 60 feridos.

O diretor do hospital estatal Bost, Mulá Dad Tabidar, confirmou o número de vítimas, mas advertiu que o balanço pode aumentar nas próximas horas.

Até o momento, nenhum grupo reivindicou a autoria da ação. A mesma agência do New Kabul Bank já havia sido alvo de um ataque em fevereiro em circunstâncias similares. O atentado, reivindicado na época pelos taleban, deixou 6 mortos e 20 feridos.

Ramadã

O Afeganistão celebra nesta quinta-feira a Noite do Destino, uma data importante nos últimos dias do Ramadã, o mês de jejum sagrado para os muçulmanos. Essa época provoca o temor de um aumento no número de ataques de extremistas islâmicos, que acreditam alcançar o paraíso com atentados suicidas durante o período de orações.

O país registrou uma intensificação dos ataques nas últimas semanas, entre eles um que deixou 150 mortos e 400 feridos no dia 31 de maio no bairro diplomático de Cabul. A autoria deste atentado, o mais violento no país desde 2001, ainda não foi reivindicada por nenhum grupo.

Os taleban assumiram a responsabilidade de vários atentados contra as forças de segurança afegãs, que mataram dezenas de soldados e policiais. Os extremistas também admitiram que estão envolvidos nas operações contra as forças ocidentais, das quais exigem a saída do país. Ao mesmo tempo, o Pentágono estuda o envio de milhares de soldados para reforçar os 8,4 mil militares presentes no Afeganistão como parte da força da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). / REUTERS e AFP

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