Bram Janssen/AP
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Atentado contra consulado americano no Iraque mata 3 pessoas

Carro-bomba explodiu ao lado da representação americana em Irbil, no Curdistão iraquiano; não há americanos entre as vítimas

O Estado de S. Paulo

17 de abril de 2015 | 15h30

IRBIL - Pelo menos três pessoas morreram e quatro ficaram feridas nesta sexta-feira, 17, em um ataque suicida com carro-bomba contra o consulado dos Estados Unidos na cidade de Irbil, capital da região semiautônoma do Curdistão iraquiano.

Jalal Habib, vereador da região de Ainkaua, onde fica o consulado, explicou à EFE que as Forças de Segurança que protegiam a sede diplomática abriram fogo contra o suicida e conseguiram impedir que ele batesse o carro contra o complexo. Dois dos feridos são membros das Forças de Segurança, segundo Habib, que não informou a identidade das outras vítimas.


De acordo com uma fonte de segurança, não há americanos entre as vítimas e que um dos mortos é de nacionalidade turca. A informação também foi confirmada à AFP por uma porta-voz do Departamento de Estado dos EUA.

Um prédio próximo onde vivem diplomatas americanos não foi afetado pela explosão, que causou danos em lojas e casas dos arredores.

O veículo explodiu perto do consulado - que estava fechado - e da delegacia da região de Ainkaua, de onde subiram grandes colunas de fumaça. As Forças de Segurança se deslocaram para o local do atentado e fecharam os acessos à região.

O Curdistão iraquiano permaneceu em geral a salvo da violência que afeta outras partes do país, já que não foram registrados atentados em nenhuma de suas três províncias desde novembro, quando quatro pessoas morreram em um ataque suicida na frente da sede do governo de Irbil - reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).

Em outro atentado isolado, ocorrido no final de setembro de 2013, seis civis morreram e 42 ficaram feridos após a explosão de um carro-bomba perto das sedes dos serviços secretos curdo-iraquianos em Irbil.

As tropas curdas ou "peshmergas" enfrentam atualmente o EI, que em junho de 2014 assumiu o controle de amplas regiões do território iraquiano vizinhas do Curdistão. / EFE e AFP

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