Atentado contra engenheiros chineses mata 37 no Paquistão

Engenheiros escapam ilesos; ataque pode ser vingança pela crise da Mesquita Vermelha, diz polícia

Efe e Associated Press,

19 Julho 2007 | 07h39

Pelo menos 36 pessoas morreram e 30 ficaram feridas nesta quinta-feira, 19, pela explosão de uma bomba contra um comboio de engenheiros chineses no sul do Paquistão, informou uma fonte oficial.   O atentado aconteceu na estrada RCD do distrito de Hub, na conflituosa província do Baluchistão. A explosão atingiu um comboio de engenheiros chineses, segundo o inspetor geral da Polícia fronteiriça da região, o general Salim Ullah.   Os engenheiros escaparam ilesos e foram levados a um lugar seguro. Mas o ataque destruiu pelo menos dois veículos do comboio e causou a morte de 29 pessoas e sete policiais, segundo Ullah.   A bomba, ativada por controle remoto, explodiu "dois ou três" segundos depois da passagem do ônibus com os engenheiros.   Todas as manhãs, os engenheiros circulam pela estrada, que une o Baluchistão com a cidade litorânea de Karachi, na região do Sindh. Por isso, Ullah acredita que o atentado foi premeditado e que eles eram o alvo.   Ullah vinculou a explosão a uma ação de vingança pela crise da Mesquita Vermelha, um centro radical islâmico no centro de Islamabad que foi assaltado pelo Exército paquistanês na semana passada.   O cerco do complexo religioso começou após o seqüestro de seis chineses, acusados por radicais islâmicos de "atos contra o Islã" por, supostamente, administrar um bordel.   Os chineses foram libertados poucas horas depois, mas o seqüestro foi uma das razões que levaram o presidente paquistanês, Pervez Musharraf, a ordenar o cerco da mesquita e seu assalto.   A crise da Mesquita Vermelha desencadeou como resposta uma brutal onda de atentados no Paquistão, com mais de 100 mortos.

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