Atentado contra mesquita xiita em Karachi mata 45

Um suicida detonou os explosivos que levava presos ao corpo quando muçulmanos xiitas saíam de um mesquita na cidade de Karachi, capital comercial do Paquistão, matando ao menos 45 pessoas e ferindo outras 150, informou um funcionário de alto escalão da cidade, Hachim Raza.

ISLAMABAD, O Estado de S.Paulo

04 de março de 2013 | 02h10

"Foi uma explosão poderosa em uma área dominada por xiitas", disse o chefe de polícia, Shabir Ahmad Sheikh, sobre o ataque, que foi o mais recente sinal de que grupos militantes sunitas estão aumentando a pressão sobre a seita muçulmana minoritária no Paquistão.

Ofensivas militares e ataques com aviões não tripulados americanos contra os militantes do Taleban do Paquistão nos últimos anos reduziram o número dos ataques suicidas contra alvos militares e do governo. No entanto, grupos sunitas, principalmente o Lashkar-e-Jhangvi, ampliaram seus atentados contra os xiitas. Desde o começo do ano, os ataques contra xiitas deixaram mais de 200 mortos somente na cidade de Quetta.

Em 2012, os atentados e confrontos sectários no Paquistão tiveram um aumento de 47%, segundo o Pak Institute for Peace Studies, uma importante consultoria paquistanesa.

Os aliados ocidentais do Paquistão tradicionalmente concentraram-se no desafio que significa para o Paquistão os militantes do Taleban que combatem o Exército paquistanês na região fronteiriça com o Afeganistão. Mas um ciclo de matanças nas ruas de Karachi aponta para um novo tipo de ameaça: uma campanha do Lashkar-e-Jhangvi e aliados paquistaneses antixiitas para provocar confrontos sectários na cidade de 18 milhões de habitantes. Agentes de inteligência paquistaneses afirmam que o Lashkar-e-Jhangvi se converteu na maior ameaça à segurança do país, que lida com uma frágil economia. / REUTERS

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