Atentado contra ministro mata 11 pessoas em Bagdá

Pelo menos 11 pessoas morreram e 71 ficaram feridas em um atentado frustrado contra o ministro da Indústria iraquiano, Fawzi al-Hariri, informaram fontes policiais iraquianas.Segundo as fontes, um carro-bomba e um artefato explodiram quando o comboio ministerial passava pelo bairro de Nova Bagdá, no leste da capital. "O ministro escapou sem sofrer ferimentos", acrescentou a fonte policial, que não quis ser identificada.Segundo esta fonte, alguns guarda-costas do ministro iraquiano estão entre as vítimas do ataque.As fontes acrescentaram que os explosivos foram detonados perto do mercado Zahla, uma região onde os cristãos são maioria. Seis veículos do comboio ministerial foram danificados, além de vários estabelecimentos e edifícios próximos.Membros do Ministério da Indústria explicaram que Hariri é um curdo cristão que pertence à Aliança Curda, o principal partido deste grupo, que reúne o Partido Democrático do Curdistão, de Massoud Barzani, e a União Patriótica do Curdistão, do presidente Jalal Talabani.Policiais assassinadosNesta quarta-feira, um grupo de homens armados assassinou a tiros três policiais, dois deles oficiais, na província de Diayla, considerada um dos feudos da insurgência sunita no Iraque que luta contra o Governo de Bagdá.Segundo fontes da polícia local, os três agentes caíram em uma emboscada na entrada da cidade de Bani Saad, ao sul de Baquba, capital da província, a 65 quilômetros ao nordeste de Bagdá.Depois do assassinato, a polícia iraquiana iniciou as buscas para capturar os homens armados, mas até agora não tiveram êxito, segundo a própria polícia.Em Yalidia, cidade a 90 quilômetros de Bagdá, um grupo de homens armados disparou e matou um agente da polícia iraquiana e seu filho, segundo informações oficiais. Os homens fugiram depois de atirar contra o agente identificado como Adnan Al Mashadani.Segundo as fontes oficiais, os disparos foram feitos com armas automáticas e os homens atiraram contra as vítimas quando elas estavam saindo de casa, no bairro de Mualimín, no centro de Yalidia.No domingo, o governo iraquiano lançou uma nova operação policial e militar com a intenção de restabelecer a segurança no país. Desde então, mais de 250 suspeitos foram presos, segundo informações oficiais do executivo.

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