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Atentado de Madri completa três anos e vítimas ainda sofrem

Três anos depois do pior atentado terrorista perpetrado na Espanha, no dia 11 de março de 2004, quando 191 pessoas morreram e quase 2 mil ficaram feridas, mais de 100 vítimas ainda precisam de tratamento médico e 68 de tratamento psiquiátrico, além de uma jovem que permanece em estado de coma.Hoje em dia, as vítimas tentam "recuperar-se e superar o maldito atentado", disse à agência Efe o membro da Associação 11-M Afetados pelo terrorismo Jesús Ramírez.Segundo dados da Associação e da secretaria de Saúde do governo regional de Madri, ainda há 111 vítimas que precisam de tratamento médico - principalmente para problemas de traumatologia, cirurgia plástica, oftalmologia e neurocirurgia - e 68 de psiquiátrico, além de uma jovem, chamada Laura, que permanece em coma desde então. Das 68 pessoas que precisam de tratamento psiquiátrico, cinco são menores de 18 anos, e 63 adultos.Segundo os centros de Saúde Mental da comunidade Autônoma de Madri, desde o início do serviço especial aos afetados pelo 11 de Março foram realizadas um total de 3.243 consultas (número que equivaleria ao de pacientes atendidos), assim como 17.740 consultas de revisão sucessivas, 60% feito por mulheres.Das 191 vítimas, 51 eram estrangeiras e na maioria vindas de Romênia, Equador, Bulgária, Peru e Polônia. Além disso, morreram um cidadão de Guiné-Bissau, Brasil, Filipinas, Chile, Cuba e França.As embaixadas dos países de origem dos estrangeiros mortos anunciaram que participarão dos atos oficiais em lembrança aos atentados, entre eles, um concerto realizado neste sábado, que teria a presença do rei Juan Carlos e da rainha Sofia.Além disso, estava prevista a inauguração, no domingo, do Monumento em memória às vítimas na praça de Atocha, no centro de Madri, junto à estação de mesmo nome na qual explodiram várias das bombas durante os atentados.

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