Atentado de maoístas mata pelo menos 129 no Nepal

No maior atentado já realizado até hoje por seu grupo, rebeldes maoístas atacaram durante a noite uma delegacia e um aeroporto no noroeste do Nepal, matando pelo menos 129 pessoas, em sua maioria soldados e policiais, disseram autoridades nepalesas neste domingo.Os rebeldes atacaram a delegacia de polícia de Magalsen, 375 km a noroeste de Katamandu, capital, na noite de ontem.O Ministério do Interior disse que os rebeldes incendiaram edifícios da cidade e em seguida mataram 49 agentes da polícia. Também mataram 48 soldados do Exército estacionadas na cidade como parte da campanha do governo contra os rebeldes, disse em outro comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa, Bhola Silwal. Entre os mortos se encontravam o chefe de distrito Mohan Singh Jadka, o administrador do distrito, um oficial da agência de inteligência e sua esposa e um civil não identificado. As forças do governo e os rebeldes entraram em confronto desde logo após a meia-noite (hora local) até a manhã de hoje. A polícia enviou reforços a Magalsen, mas sua chegada foi retardada pelo mau tempo no terreno montanhoso,O informe indica que o grupo rebelde também pode ter sofrido numerosas baixas, já que foram vistos guerrilheiros retirando cadáveres de seus camaradas. O ataque foi o mais mortífero, tanto em magnitude como em número de vítimas, desde que os guerrilheiros iniciaram sua luta em 1996, conduzidos pelo comandante Prachanda ( "Feroz"em mepalês), cujo verdadeiro nome é Pushpa Kamal Dahal. Os rebeldes tentam derrubar a monarquia constitucional e criar uma república comunista no Nepal. A luta guerrilheira já causou a morte de 2.400 pessoas.Também convocaram uma greve geral para 22 e 23 de fevereiro para comemorar o sexto aniversário de sua insurgência.

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