Atentado deixa quatro mortos e 32 feridos em Tel-Aviv

Um palestino de 16 anos detonou, nesta segunda-feira (01), uma bomba com 5kg de explosivos em mercado de Tel-Aviv, num momento em que o local estava lotado. A explosão matou quatro pessoas (inclusive o suicida) e feriu outras 32. Dirigentes da Autoridade Nacional Palestina (ANP) e o presidente Yasser Arafat condenaram o atentado, o primeiro em Israel desde o dia 22 de setembro, quando uma mulher-bomba matou dois policiais ao explodir-se em Jerusalém.A Frente Popular de Libertação da Palestina (FPLP) assumiu a autoria do atentado e identificou o atacante como Eli Amer Alfar, natural do campo de refugiados de Askar, em Nablus, Cisjordânia. Não muito depois do atentado suicida, soldados israelenses mataram um menino palestino de 12 anos, que participava de uma manifestação contra a ocupação de Israel no campo de Askar.O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, considerou que o ataque é nova demonstração de que não há mudanças na administração da ANP, apesar de Arafat estar há quatro dias fora da Cisjordânia. "Israel não vai interromper sua ação contra o terrorismo. Não vou mudar minha política enquanto não houver alterações na administração palestina e até que seja interrompido o incitamento ao terror", disse Sharon. Contudo, o governo de Israel tem mostrado contenção. As autoridades israelenses temem o aumento da instabilidade política na Faixa de Gaza e na Cisjordânia se Arafat falecer e, aparentemente, evitam lançar uma ofensiva que precipite o caos.Segundo o diário britânico The Times, o atentado em Tel-Aviv foi visto nos meios políticos da região como uma tentativa das organizações mais radicais de tomar a iniciativa durante o afastamento de Arafat. A FPLP é uma facção de esquerda rival da Fatah, o principal grupo da Organização de Libertação da Palestina (OLP), liderada por Arafat.

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